sexta-feira, 25 de abril de 2014

Decodificando a multidão do LinkedIn

Por Financial Times

Encontrar uma agulha em um palheiro é, sem dúvida, uma façanha. Imagine, então, um palheiro em que cada fio de palha está desesperadamente tentando se parecer com uma agulha. 

Assim é o enigma com que se deparam agências de recrutamento e empregadores que utilizam o LinkedIn, a maior plataforma on-line de networking, para empregar pessoas. 

A quantidade de informação – há 300 milhões de usuários no mundo – é opressora por si mesma. Em março, o número de usuários do LinkedIn no Reino Unido ultrapassou os 15 milhões pela primeira vez – quase um quarto da população inteira.



O LinkedIn é diferente dos tradicionais bancos de dados que os recrutadores têm usado por décadas; os usuários estão fazendo marketing de si mesmos e podem modificar seus próprios currículos ali publicados a qualquer momento.

“As pessoas estão colocando suas marcas pessoais lá, tornando-as relevantes e públicas”, diz Steve Weston, diretor de tecnologia da Hays, agência de recrutamento britânica que está presente em 33 países ao redor do mundo.

Os recrutadores têm reconhecido rapidamente como o LinkedIn têm modificado sua abordagem. Neill Fry, diretor da empresa britânica de recrutamento de executivos Edward Drummond, percebe que a plataforma, especialmente em um ambiente profissional, pode se tornar uma extensão da própria pessoa: “Ela de certa forma invade sua vida e sua consciência”.

Plataformas de mídia social em geral têm criado uma vasta quantidade de informação. E usuários do LinkedIn – a maioria deles preocupados com sua “marca” profissional ou pessoal – estão criando ainda mais ao mudar seus perfis, recomendando ou endossando uns aos outros e seguindo companhias. Para recrutadores, o “timing” do comportamento do usuário e sua relação com a motivação psicológica subjacente podem ajudá-los a peneirar a sobrecarga de dados.

A Hays se propõe a agir sobre os assim chamados “gatilhos psicológicos”. A ideia é que, se alguém altera seu perfil no LinkedIn, deve estar naquele exato momento mais receptivo à possibilidade de um novo trabalho.

A empresa concluiu o alinhamento de seu banco de dados com 10 milhões de candidatos ao LinkedIn em janeiro de 2013. Os recrutadores da companhia agora recebem avisos em tempo real quando candidatos potenciais mudam seus perfis no LinkedIn. Essas notificações objetivam superar o problema de “ruído” criado pelo enorme conjunto de dados.

O banco de dados da Hays tem 10 terabytes, mas, ao se observarem os usuários que modificam seus perfis – da mesma forma que jornalistas observam o Twitter na esperança de encontrar notícias –, aponta-se para aquelas que parecem ser as melhores oportunidades.

“É informação que posso usar comercialmente”, diz Ian Clark, líder de recrutamento em mercados financeiros britânicos da Hays, enquanto sua tela registra notificações sobre o comportamento dos usuários do LinkedIn em tempo real. “Eu apenas sento e observo.”

Alistair Cox, chefe executivo da Hays, dá um exemplo de outra maneira pela qual os gatilhos psicológicos têm valor. Ele descreve um potencial candidato que começou a seguir uma empresa de recrutamento rival no LinkedIn – um gatilho que implica uma disposição para mudar de emprego. 

A Hays recebeu uma notificação, contatou o candidato e conseguiu recolocá-lo em três dias.

O próprio LinkedIn diz que uma das principais vantagens que oferece aos empregadores é que “a maioria dos membros não está ativamente procurando por um novo emprego”.

Não são apenas os recrutadores que estão atentos para os significados psicológicos vinculados aos padrões de comportamento do LinkedIn – eles se estendem além da vida profissional. Um trabalhador da City de Londres, que preferiu se manter anônimo, descreve uma experiência por que passou antes de mudar de emprego.

“Eu soube que teria de trocar de empresa porque minha função provavelmente desapareceria depois que um processo de aquisição fosse completado, então solicitei e recebi recomendações do LinkedIn antes de conversar com os recrutadores”, disse ele. “Imediatamente, vários colegas me perguntaram se estava planejando sair.”

O empregado em questão diz que havia aconselhado amigos a “confundir” suas recomendações se quisessem ser discretos e não entregar suas intenções a seus empregadores ou colegas.

William Vanderpump, um analista da UBS que em setembro último escreveu um extenso relatório sobre o efeito disruptor do LinkedIn na indústria do recrutamento, diz que as pessoas estão cada vez mais conscientes de como o comportamento on-line pode ser interpretado.

“As pessoas estão atentas ao poder do LinkedIn e têm reservas em relação a mudar seus perfis porque estão conscientes dos sinais que essa atitude pode mandar para seus empregadores”, afirma ele.

“Se é uma bandeira para os recrutadores, é uma bandeira para os gestores em geral”, diz Stephen Edwards, diretor da equipe de marketing da Robert Walters, grande recrutadora britânica. “Há alguns profissionais mais sensíveis a isso, como os da área jurídica.”

Paul Quain, sócio da GQ Employment Law, diz que os perfis do LinkedIn têm se tornado cada vez mais importantes para evidenciar casos em que empregados deixam suas companhias. Legalmente, surge uma zona cinzenta sobre a quem pertencem esses perfis.

“Um empregador tem certo número de clientes aos quais seu funcionário está conectado. Quando esse trabalhador deixar a empresa, esta poderá solicitar a ele que não contate nenhum desses clientes”. Quain acrescenta que, em determinadas circunstâncias, os tipos de padrão de comportamento em tempo real observáveis no LinkedIn podem ser usados para decidir se um empregado rompeu o acordo ao buscar emprego.

Não está claro se os recrutadores vão ganhar mais dinheiro ao observar comportamentos em tempo real no LinkedIn. Robert Walters, chefe executivo da agência de recrutamento que leva seu nome, concorda que o uso dos bancos de dados tem mudado, mas sugere que os modelos de negócio se mantêm relativamente inalterados.

“Não mais temos apenas um banco de dados, possuímos e filtramos um banco de dados”, diz ele. “Mas o papel da consultoria em recrutamento de eliminar o ruído e filtrar os melhores candidatos é agora mais importante do que nunca. As relações sempre foram e ainda são a chave do processo de recrutamento.”

Mas, mesmo que o efeito de ruptura do LinkedIn nos recrutadores tenha sido superestimado, seu impacto social é inegável. Os usuários – a maioria deles profissionais – estão cada vez mais cientes de que suas motivações psicológicas podem ser reveladas pelo modo com que se comportam on-line, não apenas pelo que adicionam, mas por como e quando o fazem. 

Os bancos de dados de antigamente eram relativamente estáticos; 

o LinkedIn é vivo – uma massiva congregação de pensamentos, desejos, expectativas; um catálogo de psicologias mutantes.


Leia mais em:
http://www.valor.com.br/carreira/3527194/decodificando-multidao-do-linkedin#ixzz2zw8y6V8R

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Como eu aprendi a parar de procrastinar e amar o desapego

Abandone falsas necessidades prejudiciais ao seu dia a dia e perceba uma melhora completa na sua vida


Leo Babauta

"Procrastinar me fez perder prazos, muitas e muitas vezes. Isso me estressava. Meu trabalho estava abaixo do esperado quando eu fazia no último minuto"
“As pessoas têm dificuldade de abandonar seus sofrimentos. Por medo do desconhecido, elas preferem sofrer com o que é familiar” (Thich Nhat Hanh)
O fim da procrastinação é a arte do despego. Eu fui um procrastinador desde que nasci, ao menos até os últimos anos. Eu colocava as coisas em espera até o prazo final, porque eu sabia que eu podia fazer. Eu passei em provas depois de estudar tudo no último minuto, eu conclui artigos no prazo final depois de esperar até a última hora. Eu conseguia fazer as coisas. Até que eu não consegui.
Acabou que procrastinar me fez perder prazos, muitas e muitas vezes. Isso me estressava. Meu trabalho estava abaixo do esperado quando eu fazia no último minuto. Lentamente, eu comecei a perceber que a procrastinação não estava me fazendo nenhum favor. Na verdade, estava me causando um monte de lamentos.
Mas eu não conseguia parar. Eu tentei muitas coisas. Eu tentei estabelecer um horário para cada atividade, estabelecer alguns objetivos, prestação de contas, a Técnica Pomodoro e Getting Things Done. Todos são ótimos métodos, mas eles duram apenas um tempo. Nada realmente funcionou em longo prazo.
Isso porque eu não estava indo à raiz do problema. Eu não tinha percebido qual era a habilidade que me salvaria da procrastinação. Até que eu aprendi sobre o desapego.
O desapego primeiramente apareceu para mim quando eu estava parando de fumar. Eu tinha que abandonar a “necessidade” de fumar, o uso dos cigarros como muletas para lidar com o estresse e problemas.
Então eu aprendi que eu precisava abandonar outras falsas necessidades que estavam me causando problemas: açúcar, comida não saudável, carne, comprar, cerveja, posses. Eu não estou dizendo que eu nunca vou fazer essas coisas outra vez depois que abandoná-las, mas eu me desapeguei da ideia de que elas são realmente necessárias. Eu abandonei o prejudicial desapego dessas coisas.
Então eu aprendi que distrações e a falsa necessidade de checar meu e-mail, as notícias e outras coisas online estavam me causando problemas. Elas estavam causando minha procrastinação.

E aí eu aprendi a me desapegar dessas coisas também.

Aqui está o processo que eu usei para me desapegar das distrações e falsas necessidades que causam procrastinação:
1. Eu prestei atenção à dor que elas me causavam, em vez de unicamente olhar para o temporário conforto/prazer que elas me davam imediatamente.

2. Eu pensei na pessoa que eu queria ser, na vida que eu queria viver. Eu defini minhas intenções para fazer o bom trabalho que eu achava que deveria fazer.
3. Eu observei meus impulsos para verificar as coisas, para ir ao conforto das distrações. Eu vi que eu queria escapar do desconforto de algo difícil e ir para o conforto de algo familiar e fácil.
4. Eu percebi que eu não necessitava do conforto. Eu poderia estar em desconforto e nada ruim aconteceria. De fato, as melhores coisas acontecem quando eu estou em desconforto.

E então eu sorrio, respiro e desapego. E, um passo de cada vez, eu me torno a pessoa que eu quero ser.
“Você só pode perder coisas às quais você se agarra” (Buddha)
Tradução: Lívia Pereira

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Quer excluir sua conta em algum serviço online e não consegue? Site tem solução

O site oferece ainda um gerador de identidade falsa para a web, para quem procura privacidade


Redação, www.administradores.com                                                                                         Reprodução

Excluir a conta criada em alguns serviços online é uma tarefa homérica em muitos casos. Encontrar o link para o botão de exclusão pode ser mais difícil do que achar uma agulha em um palheiro. Além disso, há as situações em que, mesmo excluindo o perfil, parte ou todos os dados continuam armazenados nos servidores do provedor dos serviços.
Foi pensando em ajudar quem enfrenta essas dificuldades que surgiu o JustDelete.me, um site que reúne links diretos para as páginas de exclusão de diversos serviços online. Com versões em 15 idiomas, traduzidas com a ajuda de colaboradores de diferentes países, o site indica também o grau de dificuldade para excluir a conta. 
Ele distribui os sites em quatro níveis: fácil (verde), médio (amarelo), difícil (vermelho) e impossível de remover (preto).
Em sua descrição, o JustDelete.me diz que “muitas empresas usam técnicas que tornam mais difícil para o usuário encontrar como excluir sua conta. O JustDelete.me pretende ser um diretório de URLs para que você possa facilmente apagar sua conta nesses serviços”.
O site oferece ainda um gerador de identidade falsa, para quem quiser utilizar serviços online com privacidade. O JustDelete.me tem também uma versão em formato de extensão do Chrome.






sábado, 11 de janeiro de 2014

Mídias sociais: tendências para 2014

No último dia 30 de dezembro, a instituição de pesquisa Pew Research Center, publicou o balanço de acesso às mídias sociais no ano de 2013. Tais números apresentam tendências importantes a serem seguidas em 2014 no e-commerce.


O Facebook, por exemplo, permanece como a mídia favorita dos internautas. Segundo o levantamento, 71% de todos os usuários da web estão lá. Na segunda posição, aparece o LinkedIn, com 22%.


O Twitter (18%) tem perdido sua popularidade e, em 2013, apareceu em quarto lugar, atrás do Pinterest que já apresenta um total de usuários de 21%. Já em quinto, vem o Instagram com grande potencial (17%).


Vale destacar, no entanto, que o acesso aumentou para o LinkedIn e o Pinterest, mas a frequência de utilização ainda é menor, em relação ao Instagram e o Twitter. Diante deste estudo fica claro que:


• As mídias sociais devem ser um investimento permanente no e-commerce;
• O Facebook deve receber atenção especial das lojas virtuais;
• Seu perfil no Twitter, se apreciado por seu público-alvo, deve se tornar ainda mais atraente;
• Marcar presença no Pinterest e no Instragram pode ser um grande diferencial para seu negócio;
• Destacar seu perfil no LinkedIn pode abrir novas oportunidades para sua empresa, possibilitando maior relacionamento com fornecedores, parceiros, potenciais colaboradores.


A partir dessas informações, analise os números de 2013 e trace seu plano de mídias sociais: o mercado virtual está aberto para empreendimentos que saibam se destacar e conquistar seus consumidores através de relacionamentos eficazes.


Mãos à obra e sucesso!

Fonte: www.administradores.com.br

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Marketing de mídias sociais: os piores conselhos que você pode escutar são…

The Worst Social Media Marketing Advice You Will Ever Hear
Para começar 2014 com um presente, segue este artigo publicado no blog do Jeff Bullas, consultor australiano que é um dos maiores especialistas do mundo em blogging e mídias sociais, e escrito por Sharon Michaels, design specialist na empresa Addictive Media, de Nova Delhi, India (mais internacional, impossível, admita)

Se você já foi a um parque de diversões, sabe qual o brinquedo que quase todo mundo está com vontade de experimentar. Ele pode ser imediatamente identificado pela longa fila de pessoas esperando para entrar nele. Aqueles que já tiveram a sua vez, podem tê-lo amado, ou simplesmente pensar que foi legar mas não vale o boxixo que tinha sido gerado. Muito poucos vão realmente odiar. Em geral, as pessoas vão lembrá-lo como uma experiência que vale a pena, que foi educativo, mesmo que isso não tenha dado certo do jeito que imaginavam.

O marketing de mídias sociais gozam de atenção semelhante nos dias de hoje. É impossível falar de SEO ou a indústria digital (ou seja lá do que for) sem que esse tema faça uma aparição sorrateira. Você pode amá-lo, você pode odiá-lo, mas não há como ignorá-lo. Sites como Facebook, Google+, Twitter, Pinterest tornaram-se palavras de ordem no setor de marketing e poucas outras coisas animam os profissionais online como os fenômenos de mídia social.

Fiel à natureza humana, aqueles que já tentaram marketing de mídias sociais estão sempre dispostos a nos oferecer valiosos conselhos sobre o que fazer e o que não fazer. Quanto do que eles dizem é baseado em boa lógica é questionável, mas quando as pessoas reúnem estas “pérolas de sabedoria ” e encadeiam uma estratégia de marketing de mídias sociais que não é muito produtiva, temos problemas em nossas mãos.

Neste artigo, vou tentar desmistificar algumas práticas comuns que podem parecer inofensivas, mas têm o potencial de sabotar sua campanha de mídias sociais no longo prazo. Parece assustador, não ? Se você não quer que aconteça com você, fique ligado até o fim do artigo. Promete ser educativo.

# 1. Estabeleça uma presença em todos os lugares

Em. Cada. Rede. Social. Esse conselho soa bizarro desde o início, mas tomando o número de pessoas que o tomam a sério faz-me acreditar que parece haver uma grave escassez de bom senso no mundo.

Quero dizer, vamos lá!, você tem alguma ideia de quantos sites de redes sociais existem aí fora. Vamos fazer um balanço deles. E, por uma questão de conveniência, vamos começar com os mais populares.
Facebook
Twitter
LinkedIn
Google+
Pinterest
MySpace
Tumblr
Flickr
Instagram

Você ainda está comigo? Bem, vamos continuar …
Live Journal
Meetup
CafeMom
DevianArt
Tagged
VK
Friendster
Bebo
hi5
Flixster
MyLife
SkyRock
Zorp ……

Avise quando quiser que eu pare…
Sonico
ibibo
Xing
Tuenti
Netlog
Yelp
Badoo
Foursquare
QZone
Vimeo …

… Ok, eu estou perdendo o fôlego, mas não ficam só nesses!

O que eu estou tentando mostrar aqui é que existem redes sociais demais para serem todos ocupados. Se você está esperando ser ativo em todos eles, ou mesmo nos top 10 ou 15 mais populares, você vai acabar dedicando muitas, muitas (exaustivas) horas apenas para gerenciar seus perfis — o tempo que você poderia passar fazendo algo mais construtivo como, por exemplo, promover o seu negócio.

A coisa mais sensata a fazer é, a partir de um balanço de seu mercado, recursos e objetivos, escolher 3-4 plataformas sociais nas quais o seu público é mais ativo e usá-las dedicadamente. Por exemplo, se sua empresa lida com as viagens, design de interiores, paisagismo ou moda, o Pinterest é muito mais útil em comparação com o LinkedI . No entanto, este último representa um recurso inestimável se você está oferecendo produtos e serviços para profissionais de negócios.

Ao usar um grande número de plataformas, você apenas corre o perigo de se queimar muito rápido. Para economizar tempo e energia, seja seletivo sobre o meio que você está usando e você vai ficar bem. Confie em mim.

# 2. Poste atualizações sem parar!

Os gurus de mídia social irão fazer você crer que inundar seu infeliz público com um zilhão de atualizações ao longo do dia é boa estratégia de marketing. Sim, eu posso ver como eles chegaram a essa conclusão. Afinal de contas, há poucas coisas na vida mais agradáveis do que esbarrar em um anúncio a cada minuto ou atravessar uma inundação de mensagens irrelevantes. Ah, a alegria de entrar em sua conta de email e ver 2.671 mensagens de spam ou a emoção de encontrar o seu feed do Facebook preenchida com bobagens de todos os cantos do mundo! Quem gostaria de perder essas alegrias simples, certo?

ERRADO.

No caso de você não perceber a veia grossa de sarcasmo que atravessa o meu discurso acima, deixe-me soletrar para você alto e claro: 10.000 atualizações não é o mesmo que alto grau de envolvimento. Inunde redes sociais com brincadeiras tolas e a única coisa que você vai ver será seus seguidores tentando colocar a maior distância que for possível entre você e seus perfis.

O que torna as coisas ainda piores é quando você se recusa a personalizar suas mensagens de acordo com a rede social que você está usando. Caso você não tenha notado, cada plataforma atrai um público de fãs muito específica que define a cultura e o tom da conversa. Você não pode ir longe com o mesmo tipo de conteúdo em todos os lugares .

Por exemplo, você sabia que os seguidores do Tweeter preferem atualizações baseadas em texto enquanto os “facebookers” engajam-se mais com mensagens baseadas em imagem. Da mesma forma, o tipo de conteúdo que você pode ver no MySpace seria inapropriado para uma plataforma profissional como o LinkedIn .

O que estou tentando dizer é que a abordagem “copy-paste” não funciona aqui. É extremamente importante adequar as suas mensagens de acordo com o seu público. Eles são o foco do seu negócio e isso é, provavelmente, o mínimo que você pode fazer por eles.

# 3. Lidar com a negatividade

Quando se trata de lidar com comentários negativos sobre mídias sociais, os conselhos variam do cômico ao desconcertante e vai até o francamente bizarro. Ao ler esses comentários, eu não consigo deixar de questionar os motivos de esses chamados peritos que estão compartilhando sua sabedoria tão generosamente. Se eles estão falando sério , é preciso enviá-los de volta para as escolas de mídias sociais para algumas lições básicas. Se não forem, só posso descartá-los como brincalhões que se deleitam em maldade e caos.

Aqui estão alguns desses “conselhos” que você pode seguir… estritamente a seu próprio risco!

1 . Não responda comentários negativos: Se você está pensando em brincar de avestruz e enterrar a cabeça na areia até que a negatividade morra … bem, boa sorte! Seu público pode ser capaz de perdoar um erro genuíno, mas eles não vão esquecer que você não se importa o suficiente para lidar com a preocupação que eles levantaram. Isso é autêntico suicídio da marca.

2 . Responda todos os comentários negativos que você receber… e você não estará fazendo nada mais durante todo o dia! Como empresário, é importante diferenciar entre as pessoas que estão levantando preocupações genuínas e “trolls” que querem apenas causar problemas ou capitalizar a sua visibilidade. Escolha suas batalhas e lute contra aqueles que são os mais significativos.

3 . Mensagem apagada significa problema corrigido. Você realmente acredita no ditado “longe da vista , longe do coração”, não é? Você acha que a exclusão de um post ou de um comentário vai te tirar da água quente que estava cozinhando você? Desculpe desiludir você, mas o que foi lido não pode voltar a ser não-llido e o que é visto não pode tornar-se invisível. Além disso, ao contrário do que as pessoas podem pensar, o público nem sempre tem memória curta. Sua capacidade de lembrar e guardar rancor irá surpreendê-lo. Teste-o por sua conta e risco.

4 . Desabilite completamente o espaço de comentários. De todas as coisas absurdas que eu ouvi, esta definitivamente ganha o bolo… e a cobertura e a cereja no topo. Desativar comentários não vai impedir as pessoas de dizer o que eles pensam a seu respeito. Eles apenas irão fazer isso em seus próprios blogs ou perfis de mídias sociais onde vai ser muito mais difícil para você mediar a discussão. Ah, e isso também faz você parecer uma criança mal-humorada que não está disposta a lidar com a realidade .

Não existe uma política geral que posso recomendar para lidar com comentários negativos, com exceção de um – seja sincero. Lembre-se, um comentário pode transformar inimigos em amigos e detratores em simpatizantes. Embora eu não esteja dizendo para você para ir atrás de todas as coisas negativas que digam de você, não há mal nenhum em admitir os erros que você cometeu e contar que está tomando as medidas necessárias para corrigi-las. Você se mostrará como alguém que valoriza o feedback de um cliente e se importa o suficiente para fazer algo a respeito.

Isso não parece tão ruim , não é?

Fonte: www.laboratoriododoutornin.wordpress.com

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Vídeo mostra a rotina dos publicitários e viraliza

Um trabalho de conclusão de curso do aluno Matheus Santana, 22, da Universidade de Tiradentes, localizada em Aracaju, no Sergipe, vem fazendo sucesso na web. O vídeo do TCC de Publicidade e Propaganda mostra a rotina de um publicitário

Intitulado "Seguem as Alterações do Cliente", a montagem mostra os percalços da profissão, desde a escolha pela publicidade, as temidas alterações solicitadas pelo cliente e a tão esperada aprovação do job.

Segundo o autor do vídeo, o foco de sua monografia era estudar a estrutura das agências. O estudante ressalta que o vídeo exibe o outro lado da profissão, a faceta sem o glamour apregoado por alguns publicitários. “Deixei de fora aquela coisa meio Cannes, acabei seguindo por esse caminho”, explica.

O vídeo é apenas parte do trabalho de conclusão. Segundo Santana, a pedido da banca avaliadora, ele sofrerá alterações, bem como a monografia final.

A ata com a nota final do estudante deve ter saído ontem quarta-feira (18). “Ainda estou correndo com as alterações. A repercussão me pegou desprevenido, não esperava”, reflete o rapaz que já trabalhou em algumas agências da região.

O vídeo, postado nesta quarta-feira (18) no Youtube, começa com o narrador retratando a agência, onde o Atendimento é composto de gente culta, profissionais que conseguem dizer "reprovado" em seis línguas diferentes, entre outras características. Além disso, possuem certo problema com prazos.

"Pra quando é o job?", pergunta a Criação. "Pra agora, mas se puder mandar antes, melhor", responde o Atendimento.
Daí vem a Criação, que “não tem sala, tem camarim”, segundo o narrador. Depois, o vídeo mostra os caminhos do jobs, o vai e vem entre as alterações, a fadiga causada pelo cliente, etc. Tudo ao som da overture de William Tell, ópera de Gioachino Rossini.

Confira o vídeo (o Youtube ainda não atualizou o número de views, está parado em 
301 já que o site do Google está verificando os números):

Por Leonardo Araujo

quinta-feira, 9 de maio de 2013

São Paulo terá Wi-Fi gratuito em 120 áreas da cidade

Está previsto que cada hotspot tenha condições de assegurar uma conexão de pelo menos 512 kbps de downlink e uplink para cada usuário simultâneo 

Samuel Possebon, do 

Vista aérea do Parque do Ibirapuera

Vista aérea do Parque do Ibirapuera: areas gigantescas, como o parque, ou de muito movimento, 
como o Vale do Anhangabaú, estão previstas para terem cobertura

São Paulo - A Prodam, Companhia de Processamento de Dados e TI da cidade de São Paulo, abriu na terça, 7, consulta pública de 15 dias para o edital de contratação das empresas fornecedoras da rede Wi-Fi em locais públicos da cidade. A rede será gratuita à população, sendo a remuneração do prestador justamente o objeto da licitação pelo critério de melhor preço.


Serão 120 áreas na capital paulista cobertas, entre praças, parques e locais de grande circulação. 

Áreas gigantescas, como o Parque do Ibirapuera, ou de muito movimento, como o Vale do Anhangabaú, estão previstas para terem cobertura. Serão ao todo cinco lotes licitados.

Chama a atenção o grau de exigência do edital. As redes precisam operar em duas frequências (2,4 GHz e 5 GHz), com capacidade de formação de rede Mesh, e devem atender a todas as especificações do padrão Wi-Fi, incluindo o mais recente padrão 802.11ac.

A capacidade dos links também deve ser um desafio. Está previsto no edital que cada hotspot tenha condições de assegurar uma conexão de pelo menos 512 kbps de downlink e uplink para cada usuário simultâneo.

Cada área tem um padrão de usuários simultâneos requeridos, podendo ir até mil usuários, dependendo da área. A cobertura também é desafiadora e será definida pela Prodam nos projetos, mas deve assegurar determinados níveis de criticidade em função do número de usuários por metro quadrado previstos.

Outro desafio é a necessidade de assegurar, dentro de cada área de cobertura, o handover entre as estações base.

Neutralidade

Uma curiosidade: a prefeitura de São Paulo colocou no edital uma série de exigências em relação à possibilidade de controle dos conteúdos trafegados. 

A rede deve ter capacidade de restrições a sites e conteúdo, possibilidade de restrição individual de velocidades até o limite de zero e a possibilidade de traffic accounting, ou seja, controle individual de tráfego.

A íntegra do edital está disponível no site da Prefeitura de São Paulo. 

O tema será discutido em audiência pública a ser realizada no próximo dia 10, às 10:00, na Prefeitura Municipal, no Viaduto do Chá, 15 - 7º andar.