sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Veja as fotos do novo escritório do Google em São Paulo







 Restaurante com vista panorâmica, salas de descansos e salas de jogos são  as principais novidades do novo endereço
  


SÃO PAULO - O Google divulgou nesta semana algumas fotos de seu novo escritório em um luxuoso edifício localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo.
Além do endereço, a sede também está de cara nova e mostra por que a empresa é considerada uma das melhores para se trabalhar. São mais de 9 mil metros quadrados distribuídos em dois andares, com um restaurante de 200 lugares com capacidade de servir até mil refeições por dia, quatro pequenas cozinhas com ambientes diversificados, salas de descanso e até “game room”, caso seus funcionários queiram se desestressar com alguns jogos.
Espaço Game Room (Google/Divulgação)
Espaço Game Room (Google/Divulgação)
Veja abaixo as fotos das áreas da empresa:
Game room 3 - escritório do google'
(Game Room)
Game room 2 - escritório do google
(Tech Stop: sala de Help Desk e TI)
Micro Kitchen Baixo Augusta - Escritório do Google
(Micro Kitchen Baixo Augusta: pequena cozinha personalizada)
Micro Kitchen Bixiga - Escritório do Google
(Micro Kitchen Bixiga)
Micro Kitchen Feira Livre - Escritório do Google
(Micro Kitchen Feira Livre)
Micro Kitchen Liberdade - Escritório do Google
(Micro Kitchen Liberdade)
Restaurante 2 - Escritório do Google
(Vista do refeitório principal)
Restaurante 1 - Escritório do Google
(Refeitório principal)
Auditório Maracanã - Escritório do Google
(Auditório Maracanã)
Sala de descanso 1 - Escritório do Google
(Sala de descanso)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Infográfico: As redes sociais preferidas no mundo corporativo


Pesquisa revela que mais de 65% das empresas já utilizam as redes sociais como ferramenta de comunicação com clientes e prospects. Infográfico mostra onde as empresas estão e o que elas têm feito

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

OS 13 CARGOS QUE ESTARÃO EM ALTA EM 2013


AS CONSULTORIAS FESA E MICHAEL PAGE APONTAM QUAIS PROFISSIONAIS AS EMPRESAS IRÃO BUSCAR NO PRÓXIMO ANO

Copa do Mundo, Olimpíada, novos produtos farmacêuticos, fundos imobiliários e ambiente em nuvem. Quem está de olho em uma recolocação em 2013, precisa prestar atenção nesses assuntos, pois eles irão demandar a maior quantidade de vagas no ano, segundo levantamentos feitos pela consultoria Fesa e Michael Page.

Dentre os 13 cargos com maior demanda no ano que vem estão os diretores e gerentes de marketing do setor de Entretenimento. “Com a Copa do Mundo e a Olimpíada, existe uma demanda crescente de profissionais ligados a esse setor. 

Também temos de considerar a melhoria do padrão de consumo da população brasileira, que hoje tem mais acesso a bens e serviços”, afirma Leonardo Ribeiro, diretor da regional do Rio de Janeiro da Fesa. 

Segundo ele, foram criadas novas casas de shows, concessões do governo para arenas, eventos em estádios de futebol e uma série de novidades que impulsionam a indústria de Entretenimento. 

“Esse crescimento [do setor de Entretenimento] com o aumento do poder aquisitivo do brasileiro aumentaram a concorrência”, disse Ribeiro.


Entrevista de emprego vagas trabalho (Foto: Shutter Stock)
SE VOCÊ TEM PERFIL PARA ALGUM DOS CARGOS, 
FIQUE DE OLHO NAS VAGAS (FOTO: SHUTTER STOCK)
Os grandes eventos esportivos também vão gerar demanda para os gerentes de contratos de obras pesadas, segundo a consultoria Michael Page. A análise é de que os investimentos previstos para 2012 não foram executados. 

A média salarial paga a esse profissional está entre R$ 16 mil e R$ 31 mil mensais. Belo Horizonte é a região em que o cargo terá maior demanda.

Os engenheiros e gerentes de orçamentos de infraestrutura também ganharão bastante espaço com esses acontecimentos esportivos, com salário que pode chegar a até R$ 16 mil em São Paulo.

Já o mercado de óleo e gás continuará no foco por conta das mudanças ocorridas na Petrobras. “Muitos contratos ficaram retidos e em 2013 devem ser retomados”, disse Ribeiro. Haverá, portanto, uma grande demanda para diretores de operação. Ele frisou que o pré-sal reforça ainda mais essa busca do mercado por esses profissionais.

Os gerentes de operações no setor logístico terão alto grau de importância, principalmente no Rio de Janeiro, com uma média salarial entre R$ 8 mil e R$ 18 mil mensais.

A indústria farmacêutica será outro setor quente no próximo ano. As duas consultorias apontam que as empresas estarão à procura de gerentes de assuntos regulatórios do setor farmacêutico. “As companhias precisam saber se um produto é eficaz, seguro e estável para ser aprovado pela ANVISA”, afirma Ribeiro. 

Já a Michael Page destaca que houve um grande aumento do número de empresas ingressando no mercado nacional e latino americano tornando esse profissional peça estratégica para garantir a comercialização dos produtos, processo que pode levar até dois anos. 

A média salarial desse profissional é de R$ 10 mil a R$ 18 mil mensais, segundo a Michael Page. Vale destacar que a média está de acordo com o mercado paulistano.

Os gerentes de vendas ou novos negócios estarão em evidência em 2013, principalmente no interior de São Paulo, destaca a Michael Page. Segundo análise da consultoria, eles serão responsáveis por executar projetos de investimentos e startups. Será buscado um perfil de profissional voltado à prospecção comercial mais agressiva aliada com uma inteligência de mercado.

Há ainda uma grande demanda para gerentes de Private Equity, que anualmente podem ganhar até R$ 600 mil no ano, com benefícios. 

Segundo a Michael Page, essa indústria tem crescido nos últimos tempos como uma alternativa de investimento e captação de recursos com eventos de liquidez que vêm ocorrendo no mercado. Haverá busca por profissionais que saibam gerir esses investimentos, tenham profundo conhecimento de vários mercados e sejam analíticos.

No mercado de tecnologia os produtos ligados à nuvem farão com que as empresas procurem mais profissionais especializados nas vendas desses materiais. 

A Fesa indica que os diretores e gerentes de vendas e pós-vendas de soluções de tecnologia em ambiente em nuvem terão bastante emprego no próximo ano. A Michael Page reforça essa demanda no Rio de Janeiro e aponta que esses gerentes podem ganhar até R$ 25 mil por mês.

Com a computação em nuvem, a mobilidade também se fortalece e beneficia os desenvolvedores de aplicações móveis e gerenciamento de dispositivos. 

O mercado está aquecidíssimo. A venda de tablets mais que triplicou no Brasil, segundo a consultoria IDC. Até o fim deste ano devem ser vendidos 2,6 milhões de aparelhos no país. Bom para quem está preparado para desenvolver para esses equipamentos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Gift Cards começam a ganhar popularidade no Brasil


Consumidor começa a quebrar barreira cultural e investir nos cartões na hora de presentear. Marcas utilizam o produto como forma de gerar fidelização e experimentação

Por Leticia Muniz, do Mundo do Marketing

leticia.muniz@mundodomarketing.com.br

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Largamente difundidos nos Estados Unidos, os Gift Cards vêm ganhando popularidade no Brasil. Os cartões são uma opção para quem quer presentear, mas tem medo de errar ou prefere deixar a outra pessoa livre na hora de escolher o seu próprio presente. Marcas como a Camicado e O Boticário investem na modalidade de compra e esperam por um crescimento constante desta forma de vender.

A loja de artigos para casa Camicado oferece os cartões-presente há três meses em seu portfólio de produtos. Trata-se de um plástico que pode ser carregado pelo consumidor com qualquer valor a

sua escolha entre R$ 30,00 e R$ 1.000,00. A sugestão de oferecer o produto veio dos próprios clientes que muitas vezes pediam os gift cards nas lojas e no site da rede.

A ideia foi ampliar o leque para consumidores que ficam indecisos na hora de fazer uma compra. “Por mais que tentemos agradar nosso cliente, sempre tem aquele que fica em dúvida na hora de escolher o presente. Por isso, e depois de vários pedidos, decidimos disponibilizar o cartão”, explica Alexandre Medeiros, Gerente Financeiro da Camicado, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Cartão como opção para quem não quer errar
Na loja há dois tipos de consumidores: aquele que chega indeciso e não sabe o que comprar e o que vai ao estabelecimento em busca do gift card. O que não há dúvida, no entanto, é sobre a mudança na forma de pensar do brasileiro, que já não vê uma barreira tão grande em dar um cartão ou vale como presente.

Para divulgar o produto, a Camicado vem investindo em ações de Marketing no site e dentro das lojas físicas. “Também trabalhamos muito para lembrar aos nossos colaboradores para que eles não se esqueçam de oferecer aos clientes essa opção. Atuamos muito fortemente nas datas comemorativas. Ainda não temos dados compilados sobre estes três meses, mas podemos afirmar que a procura por este produto só vem crescendo e ainda deve crescer mais para o próximo ano”, conta Alexandre Medeiros.

Outra empresa que oferece a opção é a rede O Boticário, que disponibiliza os gift cards como uma forma de dar comodidade aos seus clientes. Nos últimos quatro anos, as vendas do produto nas lojas cresceram 70%. O plástico pode ser carregado de acordo com a vontade do comprador, com valores múltiplos de 10 entre R$ 30,00 e R$ 500,00. Como diferencial, a marca incorporou no cartão a fragrância de suas lojas, com uma combinação dos cheiros de cremes, loções e itens de perfumaria.

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Produto cada vez mais aceito
Também no ramo dos gift cards, o Peela oferece cartões com opções voltadas para a diversão e entretenimento. A empresa conta com a parceria de diversos varejistas e está presente em mais de 150 pontos de venda no Brasil. Apostando no crescimento deste mercado, o Peela pretende emitir 1,1 milhões de cartões em 2013, chegando a 450 marcas parceiras e alcançando um faturamento de cerca de R$ 60 milhões.

O produto vem sendo cada vez mais aceito pelos brasileiros. “É uma quebra de barreira. As pessoas estão mudando aquela visão de que é ruim entregar um cartão no lugar do presente. A aceitação está crescendo a medida em que crescem os pontos de venda e o mix de produtos”, comenta Eduardo Almeida, Sócio-Fundador do Peela, em entrevista ao portal.

Muito mais de uma opção prática de presente, os gift cards podem ser usados pelas marcas como uma ferramenta de Marketing, relacionamento e fidelização. Isso por que, na maior parte dos casos, o consumidor que recebe o plástico não gasta apenas o valor que foi destinado, já que é difícil acertar no valor do presente a ser escolhido.

Outra questão é a forma de as empresas estimularem a visitação nos seus pontos de venda e aumentarem o ticket médio. “O presente em si faz com que esse vínculo seja menor. Os gift cards trazem quesitos que, se bem trabalhados, agregam muito para as marcas. 

É também importante lembrar que os vales deixam as sensações e as lembranças, aquilo que chamamos de dádivas de marca. 

O que precisa é apenas uma mudança cultural para que o brasileiro passe a assimilar melhor este produto e as marcas possam usufruir de todo o valor agregado que há neste processo”, afirma Marina Pechilvanis, Sócia-Diretora da Umbigo do Mundo, especialista no assunto e colunista do Mundo do Marketing.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Facebook lança serviços para vagas de emprego



São Paulo - O Facebook lançou o aplicativo Social Jobs Partnership, que pretende conectar os usuários da rede com vagas de emprego de recrutadoras. Com isso, a empresa estreia um serviço para rivalizar com o LinkedIn e explorar uma área nova.

Feito em parceria com sites de recrutamento como Monster.com, BranchOut e Jobvite, a ferramenta tem como objetivo conectar “grandes trabalhos” com “grandes candidatos”.

Para a estreia, o Facebook disponibilizou mais de 1,7 milhão de anúncios de empregos – a maior parte nos Estados Unidos. 

O aplicativo é intuitivo e os usuários devem procurar um emprego pelo setor de atuação da empresa, palavra-chave e localização. Desta forma, é possível filtrar os resultados por cada um dos parceiros citados acima. 

O serviço pode se tornar uma ameaça ao LinkedIn. 

Contudo, o site Mashable afirma que, para isso realmente acontecer, o Facebook deve fazer mais do que listagens de sites agregados. 

Os investidores do LinkedIn, no entanto, já estão preocupados – as ações da empresa cairam imediatamente após o anúncio do Facebook. O Social Jobs pode ser acessado neste link.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Facebook atinge 600 milhões de usuários mobile (e 1 bilhão ativos mensalmente)

Ricardo de Paula
Ainda mais impressionante que chegar a 1 bilhão de usuários ativos é saber que 600 milhões usam o Facebook por meio de aparelhos móveis.


Isso só comprova a importância dessas plataformas, sendo de conhecimento geral que a experiência mobile no Facebook ainda deixa muito a desejar em relação ao desktop.

Para comemorar a marca de 1 bilhão de usuários, a rede social lançou a campanha publicitária intitulada ‘The Things That Connect Us’, que será focada em 13 países: EUA, França, Reino Unido, Itália, Alemanha, Espanha, Brasil, México, Índia, Filipinas, Indonésia, Rússia e Japão.

De acordo com informações divulgadas pelo próprio Facebook, os usuários já realizaram mais de 1.13 trilhões de “Likes” desde a criação do recurso, em fevereiro de 2009, mais de 140 bilhões de amizades foram feitas e cerca de 219 bilhões de fotos foram compartilhadas na rede social.

Se fosse um país, o Facebook seria o terceiro maior do mundo, atrás da China (1,34 bilhão) e da Índia (1,21 bilhão), e à frente dos Estados Unidos (314,5 milhões).

A idade média dos usuários da rede social é de 22 anos, e os cinco países com maior número de usuários são Brasil, Índia, Indonésia, México e Estados Unidos.

Fonte: www.midiassociais.net

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Publicidade não é o final da comunicação, mas o início da conversa

Marc Gobé, especialista em branding, fala sobre os desejos da nova geração e afirma que os consumidores querem ir além da relação meramente comercial com as marcas
Por Bruno Garcia, do Mundo do Marketing 


Um anúncio não é o melhor caminho para criar conexão emocional entre as marcas e seus consumidores. Marc Gobé, fundador da Emotional Branding e autor do livro A Emoção das Marcas, acredita que a publicidade tradicional passa por um momento de transformação. 

Se antes ela representava a ponta final da comunicação com o público, hoje ela indica apenas o início da conversação.

Uma das teses defendidas por Marc Gobé é que as pessoas não querem ter uma relação exclusivamente transacional com as empresas. Elas querem, mais do que comprar produtos e serviços, adquirir experiências e compartilhar valores. 

 “O que precisamos é que as marcas façam este link da publicidade para o conteúdo e para outras mídias. Os anúncios não são o final da comunicação. Na realidade, eles são apenas o início do diálogo com o público. 

As marcas precisam entender que o caminho é migrar as pessoas a partir da publicidade para outras plataformas onde elas possam ampliar esta conversa com seus públicos e engajá-los”, explica o pesquisador em entrevista ao Mundo do Marketing. 

Marc Gobé esteve em São Paulo para a palestra Branding Trends (tendências do branding), realizada no dia 3 de setembro durante o Seminário Marketing 2.0. O especialista falou sobre marcas, conexão emocional e sobre o novo perfil do consumidor. 

“Muitas organizações consideram as pessoas como simples máquinas que realizam compras. Mas não é isso que o novo consumidor deseja. Mais que uma relação de consumo, este novo público considera as marcas como parte importante de suas vidas”, analisa. Leia a entrevista: 

Mundo do Marketing: Você sempre coloca que as pessoas amam as marcas, mas as marcas não amam as pessoas. O que exatamente você quer dizer com isso?
Marc Gobé: Quando elas compram uma marca, desejam que esta empresa participe das suas vidas. As marcas dizem muito sobre o que nós somos. Isso é muito poderoso, pois envolve nossa emoção. Muitas organizações consideram as pessoas como simples máquinas que realizam compras. Mas não é isso que o novo consumidor deseja. 

 Mais que uma relação de consumo, este novo público considera as marcas como parte importante de suas vidas. Então precisamos humanizar as marcas e não apenas considerar que elas realizem transações meramente comerciais com a sociedade. O consumidor não quer ser tratado exclusivamente pelo aspecto transacional. Ele quer ser mais que consumidor. As marcas precisam ir além da relação comercial.

Mundo do Marketing: E o que uma empresa pode fazer para que sua marca ame as pessoas de volta?
Marc Gobé: As marcas precisam entender que o mundo mudou. E o poder social mudou de lado. Quando falamos das diferentes gerações, percebemos que por conta das mídias sociais, as pessoas possuem poder sobre as marcas. São elas que elegem as marcas, falam sobre as empresas, compartilham com os seus amigos e redes de contato. 

As marcas que estão engajando nas mídias sociais, participando das conversas que acontecem o tempo todo, têm maiores chances. As empresas precisam fazer isso, não há outro caminho. É como ir para uma festa. Se você vai a uma festa e conhece pessoas que ficam tentando te vender alguma coisa, naturalmente você se afasta. Quando entramos em uma conversa, não queremos que alguém nos venda algo. 

Queremos compartilhar informações e valores. As pessoas esperam que as marcas compartilhem produtos, mas esperam também que as marcas compartilhem valores. 

 As marcas precisam estar próximas do seu público, participando realmente das conversas, engajando e compartilhando. As empresas precisam estar mais focadas em como ajudar as pessoas a terem uma vida melhor e construir um mundo melhor.

Mundo do Marketing: Você poderia citar alguns exemplos de marcas que estão fazendo um bom trabalho neste sentido?
Marc Gobé: Acho que a Apple faz um bom trabalho. As pessoas amam a Apple porque ela está sempre compartilhando a sua visão de futuro. De repente você não precisa mais de um GPS, você usa o seu Iphone para isso. E assim temos infinitos exemplos de aplicações que ajudam as pessoas no seu dia a dia. 

A Apple amplia o mundo das pessoas e as ajuda a viver de uma maneira melhor. Estou querendo dizer que as marcas não devem ver a venda de produtos como o ponto final da relação com o consumidor. Este na verdade é o primeiro passo da conversa. A questão do engajamento e de ser socialmente relevante também é muito importante neste processo.

Mundo do Marketing: Então o caminho é apostar no Marketing de conteúdo?
Marc Gobé: O conteúdo é criado para as pessoas. Sempre foi assim. As empresas criavam conteúdo para as pessoas. 

Hoje, porém, o conteúdo é criado pelas pessoas. Quando olhamos o que o consumidor faz na internet, percebemos claramente esta mudança. As marcas precisam adaptar o seu conteúdo e as suas estratégias a esta nova realidade. 

Mundo do Marketing: As companhias ainda gastam a maior parte de suas verbas com publicidade. Você acredita que este é o melhor caminho para criar conexão entre marcas e as pessoas? É justifcável o que as empresas gastam com publicidade e anúncios?
Marc Gobé: Acredito que vivemos na era da conversação e do compartilhamento. Esta é a realidade. Acho que os anúncios têm a sua importância. O que precisamos é que as marcas façam este link da publicidade para o conteúdo e para outras mídias. Os anúncios não são o final da comunicação. 

Na realidade, eles são apenas o início do diálogo com o público. As marcas precisam entender que o caminho é migrar as pessoas a partir da publicidade para outras plataformas onde elas possam ampliar esta conversa com seus públicos e engajá-los. A publicidade tradicional tem a oportunidade de se tornar bem mais poderosa se levar as pessoas a viverem experiências. A publicidade não é o fim, mas o início da conversa.

Mundo do Marketing: Parece que as empresas são muito fortes e ativas para comunicar uma marca, seus produtos e serviços, mas falham quando chega o momento de criar a experiência. Qual é o caminho para transformar uma marca intocável e distante em uma marca que pode ser tocada e experimentada pelos consumidores?
Marc Gobé: Acho que um projeto que toda marca deve ter é sobre conhecer quem ela é e o que ela aparenta e transmite ao público. Se olharmos o Google, percebemos que eles mudam a marca e a reformulam toda semana, através dos doodles. Eles entenderam que a marca é mais que a identidade visual, e eles não podem controlar isso. 

O Google é forte pelos seus valores e pelo quanto de inspiração que ela traz à vida das pessoas. Viajei pelo mundo estudando branding e percebi que as marcas ainda não entendem como o consumidor quer participar da conversa e como ele pode ser engajado. Provavelmente, o melhor exemplo de marca que engaja é o Google. Eles possuem uma incrível habilidade para estar na vida das pessoas e ajudá-las a melhorar. Eles estão presentes nas nossas vidas.

Mundo do Marketing: Você alerta que as marcas que não souberem dialogar e não criarem a conexão emocional com seus consumidores, podem morrer. Isso se refere a um futuro próximo ou ainda distante?
Marc Gobé: Acho que já existe um forte entendimento das empresas sobre branding, sobre a personalidade das marcas, sobre a conexão emocional entre elas e o estilo de vida das pessoas. Mas ainda precisamos reforçar que as pessoas não compram produtos, elas compram valores. 

O que as interessa em uma marca não é a linha de produtos, mas os valores. As gerações mais jovens estão muito mais interessadas no impacto que cada empresa causa na sociedade e como esta participa da vida das pessoas do que nas características dos produtos em si. Os mais jovens não querem ter uma relação meramente transacional com as organizações. Eles querem ver como as marcas participam do ambiente que as cerca. Querem que as marcas mostrem que estão fazendo algo de bom por eles e pela sociedade. Esta é uma mudança fundamental. 

As pessoas demandam marcas mais receptivas, abertas e transparentes. As pessoas querem ver significado na marcas, querem se identificar com elas. Esta identificação fará com que as pessoas gastem mais tempo e mais dinheiro com produtos cujo valores elas compartilham e acreditam. Existe uma mudança de significado em curso. As empresas precisam estar atentas a isso.