quinta-feira, 30 de junho de 2011

A revolução das mídias sociais no primeiro semestre de 2011

Post publicado em Outro Lado da Notícia. Vale a pena a leitura.

A internet está mudando o modo como são feitos os negócios, as relações interpessoais e, principalmente, o modo como as pessoas veem o mundo.

Erik Qualman, o autor do livro Socialnomics, produziu uma série de vídeos chamada Social Media Revolution (ou Revolução das Mídias Sociais) para mostrar aimportância da rede no dia a dia das pessoas.

 
O último filme, de apenas dois minutos, dá uma mostra do que aconteceu no mundo on-line entre o fim de 2010 e o primeiro semestre de 2011.

Assista ao vídeo abaixo ou, se preferir, leia o texto traduzido:

- As mídiassociais são sobre pessoas. Mais de 50% da população mundial tem menos de 30 anos

- Facebook ultrapassou Google em tráfico de dados por semana, e isso tem impacto em como nos comportamentamos off line

- Um em cada cinco casais se conheceram na internet

- Três em cada cinco casais gays se conheceram na internet

- O Facebooké a principal causa de um a cada cinco divórcios

- O que acontece em Vegas fica no Facebook, Twitter, Flickr, Youtube

- Estudantes do jardim de infância estão aprendendo com iPads, não com lousas

- Se o Facebook fosse um país, ele seria o terceiro maior do mundo


Mas o Facebook, o Twitter, o Youtube e o Google ainda não são aceitos na China. O Linked In ganha um novo membro a cada segundo.

"Nós não temos uma alternativa se utilizamos ou não as mídias sociais, a questão écomo nós as utilizaremos bem", Erik Qualman.

Lady Gaga, Justin Bieber e Britney Spears tem mais seguidores no Twitter do que a população inteira de países como Suécia, Israel, Grécia, Chile, Coreia do Norte e Austrália.

Cerca de50% do tráfego de internet móvel do Reino Unido é usado para o Facebook, agora imagine se isso for utilizado por usuários com más experiências.

Mais de 37 milhões de pessoas assistiram o comercial do Volkswagen Darth Vadar que passou no intervalo da final do Super Bowl de 2011 (dos Estados Unidos) - no Youtube.

E o garotinho que interpretou Darth Vadar nunca assistiu Star Wars.

O Ford Ecplorar Lauch gerou mais visualizações no Facebook do que um comercial do Super Bowl.

As gerações Y e Z consideram e-mails ultrapassados, alguns universitários pararam de distribuir suas contas de e-mail.

Os leitores de eReaders ultrapassaram o número de leitores de livros.

Jogadores de mídias sociais irão comprar U$ 6 bilhões de bens virtuais em 2013.

Frequentadores de cinema comprarão apenas U$2,5 bilhões em bens reais.

O Youtube é a segunda maior ferramenta utilizada no mundo.

Se o Wikipedia fosse um livro, ele teria mais de 2,25 milhões de páginas e levaria mais de 123 anos para ser lido.

90% dos usuários on-line confiam em recomendações de produtos.

Apenas 14% confiam em comerciais.

93% dos marketeiros utilizam mídias sociais para os negócios.

Bem-vindo à Revolução das Mídias Sociais.
 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Educador 2.0

Como os educadores podem mesclar as novas tendências sociais para o mundo offline?
 
André

Rentemente um colégio chocou o mundo virtual suspendendo uma aluna de 15 anos por ter criado um grupo de troca de informações sobre exercícios no Facebook. 
 
A pergunta que não quer calar é: Como os educadores podem mesclar as novas tendências sociais para o mundo offline? Essa discussão é longa, mas nada melhor que começarmos a pensar em novas estratégias para novos caminhos.

O portal OnlineColleges, que faz pesquisas com estudantes e universidades sobre o uso das novas mídias e tecnologia, debateu a importância dos professores estarem conectados e manterem a política de boas maneiras para uso nas redes sociais. Essa política de boas maneiras traz meios do professor utilizar sua ferramenta da melhor forma, integrando seus alunos, socializando (!) e tornando o seu perfil uma ponte entre estudantes e a instituição de ensino. Vamos às dicas:

Não brade aos quatro ventos sobre seus alunos: Não se esqueça: Aquele aluno que você está falando mal pode ter um amigo em comum com você e este pode ver suas atualizações.

Entenda o motivo para ser amigo dos seus alunos: A amizade com seus alunos pode incentivar discussões inteligentes na rede, além de fazer com que as informações que você usa durante a aula, mais acessíveis. Se você quiser ser visto como professor conservador, não tenha qualquer relacionamento online com seus alunos.

Descubra se a instituição tem política de mídias sociais: Algumas instituições podem ter políticas para o uso do corpo docente nas mídias sociais: Pode não ser permitido vínculo social com estudantes ou discussão de trabalhos dados em sala, mesmo que sua conta seja particular. Portanto, certifique-se antes de atualizar seu perfil e sair adicionando seus alunos.

Considere esperar até que os alunos se formarem: Se você ainda está reticente em se tornar amigo dos seus alunos em suas redes sociais, adicione-os após a formação. É uma política inteligente se você tem inseguranças sobre falar algo errado ou, por ventura, ofender alguém.

Use Facebook para tirar dúvidas de alunos: Sendo intrutor online ou não, use regularmente o Facebook para interagir com seus alunos.

Use Facebook como uma ferramenta de backup: Se a aula for cancelada pelo mau tempo, avise seus alunos. Envie material, leituras e questões para discussão: assim sua turma não fica para trás.

Tirar proveito dos grupos: Crie grupos para suas turmas, grupos de estudo para projetos e discussões especiais. Eles vão ajudar a você se organizar para as aulas e reforçar o espírito de grupo, incentivando participações mais ativas em sala de aula.

Cuide da sua marca: Todo mundo já percebeu que dentro das redes sociais nada fica particular. Talvez manter dois perfis, profissional e pessoal, comece a fazer sentido depois que você passe a perceber que tudo o que coloca em seu perfil, incluindo suas atualizações, contribui para a sua marca pessoal.

Está chateado com seu emprego? Mantenha distância das suas redes: Alguns profissionais têm sido demitidos de seus empregos por comentários desagradáveis feitos sobre instituições onde trabalham e/ou amigos de trabalho. Melhor ficar quieto sobre seus amigos de trabalho ou alunos e esperar tudo se acalmar para conectar-se.

Obter feedback dos alunos: O Facebook é uma das maneiras mais fáceis de obter feedback dos alunos sobre o que aprenderam em sala de aula, como podem aplicá-lo em sua vida diária, e aquilo que gostaria que você discutisse.

Conectar alunos uns com os outros através de seu próprio perfil: Encoraje seus alunos a perguntar uns aos outros e criticar o trabalho dos outros, fazendo um fórum em seu perfil ou em mensagem inbox.

Use a fanpage: Crie uma fanpage para sua classe. Se você for professor de língua estrangeira, por exemplo, incentive seus alunos a conversarem com outros que tenham essa língua nativa.

Enriquecer o ambiente em sala de aula: Estar conectado aos seus alunos pode trazer mais proximidade na sala de aula. Se os alunos se sentem mais confortáveis com você, porque eles sabem mais sobre seus interesses e experiências pessoais, eles estarão mais abertos às suas aulas.

Fique ativo: Se os alunos querem ser seu amigo no Facebook e você está aberto a isso, faça um esforço para se envolver com eles. Mantenha seu perfil atualizado e responda perguntas e/ou observações. Caso contrário, você aparecerá frio, distante e esnobe.

Lembre-se de quem está te assistindo: Seu chefe pode estar silenciosamente lendo suas atualizações. Mantenha tudo limpo, para que não haja nenhum problema de má interpretação.

Você não é obrigado a adicionar seus alunos, mas… :Você pode decidir não adicionar seus alunos, mas lembre-se que ele pode ficar ofendido. Uma boa política é explicar o porquê de não adicioná-lo. Se você começar a receber solicitações de amizade, anuncie suas políticas para o uso de suas redes para eles.

Só poste ou envie mensagens que você teria orgulho em dizer pessoalmente: Não seja paquerador, sarcástico ou picante no mural de seus alunos ou mensagens que troca com eles. Lembre-se que só porque é online, não significa que não é real.

Que tal refletir e, sendo um educador ou instituição, repensar no valor que você pode agregar no conhecimento de seus alunos com inserção de conteúdo para estudo e utilizando-se de boas maneiras nas mídias sociais?
 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Twitter pode ganhar sistema de compras coletivas

Mais um Groupon?
 
O Twitter está cada vez mais próximo de colocar propaganda em sua timeline. A ideia é dar uma encorpada no "Promoted Tweets", que atualmente mostra mensagens de anunciantes quando o usuário faz pesquisas. 

Outra novidade que deve aparecer é um sistema de compras coletivas interno, de acordo com reportagem do Financial Times.

Executivos do Twitter aproveitaram o Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions, na semana passada, para se encontrar com agências e especialistas em marketing e discutir maneiras viáveis de se fazer dinheiro com o microblog. E um dos formatos a que se chegou é parecido com o sistema do Groupon.

Mensagens com ofertas seriam postadas nos 140 caracteres por um perfil e os usuários teriam um tempo predeterminado para aceitarem, ou não. As marcas que usam o Twitter como plataforma empresarial terão mais opções no seu painel de controle, com a possibilidade, inclusive, de programar as mensagens a serem postadas.

A timeline também será mexida para ganhar um formato semelhante ao que acontece atualmente com usuários do HootSuite, que recebem tweets de marcas que nem seguem. O novo "promoted"  também vai forçar as mensagens postadas por marcas já seguidas para o topo da timeline, então mesmo que o tweet tenha sido disparado há horas, o internauta o verá primeiro.

Redação Adnews

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A internet precisa de uma revisão geral.

Redação do Site Inovação Tecnológica 

 

A opinião é do prof. Antonio Liotta, da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda.

Liotta acredita que a solução reside nas redes inteligentes capazes de aprendizagem, inspiradas em parte pela natureza, o que inclui as formigas, as abelhas e o cérebro humano.

Solução natural
O tráfego de dados na Internet cresceu por um fator de 15.000 nos últimos 15 anos.
Mas, ao longo desse mesmo período, não houve nenhuma atualização significativa da própria internet: os pacotes de dados ainda são transportados do mesmo jeito, seguindo fórmulas que, segundo Liotta, dificilmente poderiam ser chamadas de inteligentes.
Mas isso precisa mudar rapidamente, diz ele, porque o crescimento da internet será ainda maior no futuro próximo por causa de tendências como a emergência dos vídeos em HD, da computação em nuvem e da "Internet das Coisas".
Liotta acredita que a solução reside nas redes de aprendizagem inteligentes, inspiradas em parte pela natureza: nas formigas, nas abelhas e no cérebro humano.
Internet da Coisas
Ao longo dos quinze anos estudados por Liotta, o número de usuários da internet passou de 36 milhões para 2 bilhões.
Como a população da Terra se aproxima dos 7 bilhões de pessoas, isso significaria uma queda na taxa de crescimento futuro da internet?
Não, simplesmente porque a grande horda de futuros novos usuários da internet não consistirá de pessoas, mas de coisas.
Equipamentos e sistemas serão cada vez mais conectados. E os PCs e smartphones de hoje em breve serão seguidos pelos carros, geladeiras, termostatos, sensores médicos, sistemas de segurança e até mesmo brinquedos, para citar apenas alguns exemplos.
Isso vai transformar a internet naquilo que já está sendo chamado de a "Internet das Coisas", onde os usuários serão objetos com identificação única.
Com isto, o número de dispositivos conectados atingirá rapidamente a casa dos bilhões, levando a novos fluxos de dados de tamanho fenomenal.
Tráfego nas nuvens
Isto virá se somar a todo o tráfego extra de dados causado pelo aumento do uso de streamings de vídeo de alta qualidade - sem contar o aumento do número de usuários que passam a postar vídeos, devidamente munidos de suas câmeras HD.
Há também a tendência para a nuvem de computação: pessoas e empresas não mais comprarão hardwares e softwares caros, eles usarão sistemas de terceiros aos quais estarão conectados pela internet.
Apenas um exemplo disto são todas as ferramentas oferecidas pelo Google. Como resultado, o tráfego de dados que anteriormente esteve restrito aos muros de sua casa ou escritório será cada vez mais transportado através da internet.
Aplicações futuras
Mas até agora só falamos sobre fatores de crescimento de coisas que já conhecemos, adverte Liotta.
Quem saberia falar sobre as novas aplicações que ainda estão por surgir, trazendo com elas um tráfego de dados ainda maior? - apenas como lembrete: há sete anos, o YouTube não existia.
Liotta então se expressa mais claramente: os protocolos de rede que controlam o tráfego de dados hoje, tanto em sentido literal quanto figurado, pertencem ao século passado.
Logo se alcançará um ponto quando eles já não conseguirão lidar com o crescimento do tráfego de dados.
Mais complexo que o cérebro humano
Para o pesquisador, a internet já é atualmente muito mais complexa do que o cérebro humano. Mas o protocolo que ela usa é muito mais simplório.
Por exemplo, todos os pacotes de dados na internet são tratados da mesma forma: um streaming de vídeo têm exatamente a mesma prioridade que um e-mail.
E, enquanto não importa muito se um e-mail levar um minuto para chegar ao seu destino, uma diferença de menos de um segundo em um fluxo de vídeo é suficiente para causar irritação.
Um problema adicional é que o transporte de dados está longe de ser perfeito: atualmente, 1 em cada 10 pacotes de dados nunca chega ao seu destino, e tem de ser reenviado.
Redes cognitivas
Então as coisas têm que mudar. Mas como?
Liotta acredita que a solução está nas "redes cognitivas" redes inteligentes, capazes de aprendizagem.
Uma das coisas das quais ele tira sua inspiração é o conhecimento sobre as redes biológicas e neurais, que são o resultado de milhões de anos de evolução.
Por exemplo, um fator comum entre as redes evoluídas naturalmente é a utilização de percursos curtos, para que os dados não precisem passar por mais do que um punhado de nós para chegar ao seu destino.
Formigas
Pode-se recorrer a diferentes domínios do conhecimento para criar melhores protocolos de rede. A auto-regulação, ou "redes autonômicas" é uma delas.
Um bom exemplo é o sistema nervoso autônomo humano, que controla as funções fisiológicas inconscientes, sem necessidade de qualquer intervenção consciente - a respiração e os batimentos cardíacos, por exemplo.
Outra fonte é a "aprendizagem de máquina", em que os sistemas são programados de tal forma que eles aprendem a desempenhar melhor as suas funções através de tentativa e erro.
Outra área na qual as soluções podem ser encontradas é nas redes biologicamente inspiradas.
Como a natureza organiza as redes? Um exemplo é a maneira pela qual as abelhas e formigas são capazes de navegar. E a maneira pela qual todos os vagalumes entram em sincronia, acendendo ao mesmo tempo. Estes também são exemplos de estruturas de rede.

Cadastre seu site nos sistemas de busca:

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Redes Sociais e o ambiente de trabalho. Aspectos Legais

Fernando Borges Vieira *

A utilização dos benefícios trazidos pelas redes sociais pode provocar direta repercussão no ambiente de trabalho. 




Se positiva a repercussão, muito que bem. Se negativa, tanto o empregado que postou determinada informação como o empregador estão sujeitos à responsabilidade civil, penal e trabalhista.

Em nosso país não há legislação específica que exerça controle sobre o conteúdo publicado em redes sociais, aplicando-se a legislação comum.

Por exemplo, o fato de um empregado publicar em rede social à qual pertence informações cujo caráter venha a causar prejuízos ao empregador, tais como a perda de clientes, a não efetivação de um determinado negócio ou veto para participar de uma concorrência pública, serão aplicadas as leis comuns.

Assim, ainda dentro de nossos exemplos, se o empregado postou em rede social uma mensagem caluniosa, poderá responder civilmente pela reparação do dano, poderá responder criminalmente pelo delito e ter o contrato de trabalho rescindido por justa causa, aplicando-se, respectivamente, o Código Civil, o Código Penal e a Consolidação das Leis do Trabalho.

As necessidades do trabalho nem sempre são compatíveis com acessos às redes sociais durante a jornada e o empregador tem o poder de fiscalização – inclusive bloqueando o acesso nos computadores – mas não tem o condão de impedir que o empregador as acesse de sua casa, de uma lanhouse ou até mesmo de seu aparelho de telefone celular.

Entre o rol de poder de gerência do empregador está a fiscalização – no horário de trabalho e por meio dos equipamentos de trabalho – dos sites acessados pelos empregados. Inclusive, por exemplo analógico, já é pacífico perante o Tribunal Superior do Trabalho que o mau uso do e-mail corporativo habilita a demissão por justa causa. Em síntese, tratando-se o computador de um instrumento de trabalho, nada impede que o empregador bloqueie o acesso a determinadas páginas eletrônicas.

Importante salientar, pode sim o empregador regrar o acesso às redes sociais no ambiente de trabalho, mas o poder de gerência não extravasa este limite. Perceba-se: o empregador pode determinar a utilização de uniforme, mas não pode impedir que na foto postada em seu perfil particular esta mesma pessoa esteja trajando roupas mínimas – há de se ter cautela quanto ao exercício do poder de gerência, mas o empregado também há de ser igualmente cauto com sua conduta em seu cotidiano.

Em meu entender, o empregador pode e deve exigir de seus empregados um comportamento adequado tanto no mundo real como no virtual.

Se de um lado o empregador pode exercer o poder de gerência, impedindo, limitando e/ou fiscalizando o acesso de seus empregados às redes sociais e à internet como um todo, de outro lado a tecnologia está à disposição e deve ser empregada em toda a sua dimensão, prestando-se como verdadeiro instrumento facilitador da informação. Como então buscar o equilíbrio? A resposta é fácil: Ética! Respeito! Bom senso!

O comportamento de qualquer pessoa deve ser igual, em qualquer momento e situação; o fato de haver um perfil eletrônico não significa haver outra pessoa, mas apenas um meio por intermédio do qual ela se manifestará, encontrará outras pessoas e se relacionará.

A má ação do empregado no mundo virtual se compara e equivale àquela realizada no mundo tangível. Ofender o empregador por intermédio de um poste é tão grave quanto ofendê-lo durante uma reunião e – quiçá – até mais grave em razão da publicidade.

Por conseguinte, a conduta do empregado pode constituir justa causa para a rescisão do contrato de trabalho, conforme artigo 482 da CLT, na hipótese da publicação constituir ato de improbidade, incontinência de conduta ou mau procedimento, violação de segredo de empresa, ato lesivo da honra ou à boa fama praticada contras colegas e/ou superiores hierárquicos.

Ainda, se o empregador estabelecer procedimentos no sentido de traçar a conduta dos empregados frente às publicações em redes sociais de assuntos relacionados a ele ou à empresa e, mesmo assim, o empregado desrespeitar o que foi estabelecido, pode restar caracterizada causa para demissão do mesmo.

Para evitar problemas desta natureza, algumas empresas têm orientado seus empregados, alertando-os sobre a responsabilidade que cada qual conserva e, sobretudo, sobre a consequência que posts prejudiciais podem acarretar.
Este é o melhor caminho, orientar, conscientizar e alertar os empregados.

 O estabelecimento de procedimentos, somado à iniciativa de estratégias de conscientização, é sim eficaz no sentido de evitar problemas relacionados à publicação de assuntos relacionados ao empregador em redes sociais. Ainda não há nenhum estudo científico que possa subsidiar estatisticamente esta afirmação, mas a experiência tem nos mostrado que ações internas neste sentido trazem bons resultados.

Os empregados permanecerão atentos se as empresas, além de estabelecer regras, promoverem constantes ações no sentido de conscientizá-los. Contudo, independentemente de tais ações, cabe a cada empregado ter postura profissional madura e adequada, sabendo que integra a empresa na qual trabalha e tutelando para que seu nome seja, sempre, preservado.

 Em conclusão, o empregado deve portar-se nas redes sociais com o mesmo zelo sob o qual se mantém no ambiente de trabalho, pois no mundo virtual o meio pode ser diverso, mas as ações e consequências são as mesmas do mundo real.

* Fernando Borges Vieira é sócio sênior do Manhães Moreira Advogados Associados e responsável pela coordenação de equipe que atua na Área Trabalhista.

Fonte: www.incorporativa.com.br

Mensuração em Mídias Sociais

Qual é o mercado e as oportunidades da Comunicação em Mídias Sociais? Como Mensurar isso? Qual é a forma de abordagem e quais os objetivos a serem alcançados?

Essas são perguntas que todo profissional de Marketing Digital busca pelo menos uma vez na vida encontrar a resposta, e que muitas das vezes acaba confundido em inúmeros conceitos. Acompanhe uma ótima apresentação sobre o assunto:

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Google quer pequenas empresas brasileiras na web


 
Google quer os pequenos na web
 
A partir desta quarta-feira, 15, os mais de 5 milhões de empresários de pequenas empresas do Brasil terão mais um estímulo para conectar seus negócios à internet. O Google lançou, em parceria com o Sebrae, a HP e a Yola (empresa de serviços de hospedagem e design de websites), o programa Conecte Seu Negócio, que visa facilitar e ampliar a entrada de empresários de todo Brasil no mundo web.

Como parte do lançamento, o Google oferecerá domínios grátis aos primeiros 5 mil inscritos - promoção válida para a primeira anuidade. Além disso, o programa contempla a criação, o design e a hospedagem do website de forma gratuita. Após o site ser criado, os empresários receberão créditos em Google AdWords - solução de publicidade online - para promover seu site na internet. O papel do Sebrae será o de estimular o empreendedorismo e o desenvolvimento dos micro e pequenos empresários no meio digital, com a produção de material educacional e treinamentos por webinars, além de todo o suporte necessário no canal oficial do projeto.

A partir do site do projeto, o empresário pode checar se o domínio desejado está disponível. Feito isso, basta registrar a empresa por meio do CPF/CNPJ e preencher o formulário com os dados. A partir daí, começa a fase da construção do website: com o uso da ferramenta da parceira Yola, o usuário poderá escolher diversas opções de layout, formatação de página, inserir fotos e o conteúdo.

Para manter seu projeto online, o usuário conta com um pacote especial da HP na oferta de computadores (desktops e notebooks), impressoras e monitores.

“Estamos comprometidos com a inclusão digital das empresas brasileiras, especialmente as micro, pequenas e médias”, afirma Fabio Coelho, presidente do Google Brasil. “Acreditamos que a oferta de ferramentas que ajudam no investimento inicial de construção de um site será um grande estímulo para os mais de 5 milhões de empresários brasileiros que buscam expandir seus negócios online. Nosso objetivo é mostrar a esses empreendedores que a Internet é um ambiente muito rico em oportunidade, com bom retorno sobre os investimentos”, completa.

No website do programa Conecte Seu Negócio é possível ver os cases de empresas que investiram na internet, com testemunhos de empreendedores e informações educativas.

Outros parceiros se uniram ao projeto, e entre eles a Serasa Experian (que em breve vai oferecer promoções especiais de seus produtos para o público do Conecte o Seu Negócio) e a CNI - Confederação Nacional da Indústria (que vai ajudar a divulgar a iniciativa entre os seus milhares de associados através do seu site Clube Indústria de Benefícios).

Tablets no mundo dos negócios

tble

As empresas que descartarem o dispositivo como ferramenta de negócios podem ser pegas de surpresa pela criatividade da concorrência. 

A avaliação é da empresa de consultoria Gartner, que analisou o impacto dos tablets no mundo corporativo e concluiu que os gadgets, além de ajudarem nos negócios, também requerem um novo conjunto de políticas, tecnologias e competências para as empresas.

Segundo o documento, o alerta é para que os CIOs não cometam o mesmo erro quando da adoção dos smartphones -  no começo vistos como brinquedos caros de executivos em busca de status. Para a Gartner esse pensamento deixou espaço para líderes mais criativos, que viram a vantagem competitiva que as aplicações móveis traria.

Em processo de “aculturamento” e de expectativas quanto à baixa de preços, o estudo projeta que as vendas de tablets se aproximem de 69 milhões em 2011.

A crescente adoção dos tablets pelas empresas vem se dando mais pelas equipes de vendas. Especialistas preveem que em breve existirão sistemas de CRM e aplicativos de entrada de pedidos e vendas desenhados para o dispositivo.

A farmacêutica EMS adotou o tablet para eliminar o uso do papel pelos vendedores em visitas a consultórios médicos, por exemplo. O projeto recebeu o investimento de R$ 2 milhões, gerando uma economia estimada em  R$ 4,2 milhões por ano, com gastos de impressão e distribuição de panfletos e folhetos.

No Santander, foram mais de 50 iPads adquiridos pelos próprios executivos. O tablet é utilizado para acessar sistemas do banco e correio eletrônico. “Eu mesmo levo o meu iPad e uma caneta especial para fazer anotações nas reuniões”, afirma o diretor executivo de tecnologia do banco, Cláudio Prado.

Um novo mercado para desenvolvedores

Ricardo Longo, diretor geral da FingerTips, empresa especializada no desenvolvimento de aplicativos móveis, confirma essa tendência. “Praticamente todas as demandas de aplicativos corporativos que recebemos são para a área comercial. Esta área tem um impacto menor no processo produtivo de uma empresa e, além dos ganhos de produtividade há também o ganho de imagem junto aos clientes”.

Com apenas 3 anos de atividades, a FingerTips já desenvolveu cerca de 150 projetos corporativos. “Neste momento, o empreendedor brasileiro está começando a entender os benefícios dos tablets para os negócios e processos da empresa. Devemos ter mais 6 ou 8 projetos fechados até o fim do ano”, revela Longo.

Sobre o desenvolvimento e a criação destes aplicativos, Longo diz que praticamente não há diferença. A diferença aparece no processo de desenvolvimento em si, que tem que ser muito mais estruturado, formal, documentado e rigoroso do que em aplicativos para usuários finais. “É que os aplicativos corporativos normalmente lidam com um conjunto de informações mais complexo, proveniente dos sistemas internos das empresas”, argumenta.

iPad ou Android?

Para que lado o setor corporativo está migrando com mais força? Segundo Ricardo Longo, “com certeza para iPad” e pelas seguintes razões:
- o iPad tem 1 ano de "dianteira" perante os outros tablets.
- o iPad tem 80% do mercado.
- o iPad é o que os executivos já estão acostumados a usar em suas casas.
- é mais fácil desenvolver para iOS do que Android.

Quanto ao ambiente (Webapp ou plataformas específicas)  mais propicio, ágil, simples e seguro no desenvolvimento e na utilização de tais aplicativos, Longo diz que serão as Webapps, em tablets com conexão 3G. “Pela facilidade e preço de se desenvolver em HTML e pela flexibilidade que se tem em fazer alterações e ajustes ao longo do tempo, sem ter que se atualizar todo o parque de tablets de uma empresa”, argumenta o diretor.

Em nuvem: o próximo passo

Segundo algumas pesquisas e tendências mundiais, a adoção da computação em nuvem será o próximo estágio para os usuários do tablets no ambiente corporativo.
Um grande exemplo desta tendência é o iOS5 – nova plataforma da Apple que aproveita todas as vantagens oferecidas por esse tipo de armazenamento, apresentado na semana passada por Steve Jobs, que afirmou que a Apple sempre quis criar um OS sem a necessidade de armazenamento local.
Para Leandro Fraga, CEO da MIPC SA, provedora de soluções de cloud computing, que colocou recentemente no mercado a versão de computação em nuvem para tablets, através do sistema  PCiO (cuja sigla vem de PC is Over) será apenas uma questão de tempo. “No fundo, é um processo semelhante ao de adesão aos serviços de banco. As pessoas se convenceram de que guardar dinheiro no banco é melhor e mais seguro do que em casa. Será assim também em relação aos dados e arquivos digitais, que vão migrar para o cloud mais cedo ou mais tarde”.

Sobre a segurança no cloud, Fraga diz que “é possível construir na nuvem estruturas tão ou mais seguras do que fora delas”. O necessário é que cada empresa defina com clareza o que necessita em termos de segurança, e contrate um fornecedor capaz de assegurar isso de fato. “Sempre haverá produtos e serviços mais ou menos seguros no cloud, assim como ocorre nas áreas de TI das empresas”.

Para Fraga muitas empreendedores estão tomando conhecimento a respeito das vantagens de um sistema em nuvem e fazendo as provas necessárias antes de uma adoção definitiva. “Nos próximos dois ou três anos haverá a massificação desta adoção, incluindo pequenas e médias empresas. O interesse cresce a cada mês”, conclui.

Os serviços gerenciados, cada vez mais, são utilizados como alternativa para as companhias manterem os setores de TI e infraestrutura equipados com soluções atualizadas e implementações mais rápidas, sem perderem o foco em seu próprio negócio. Por meio desta terceirização, uma empresa confia à outra empresa – desta vez especializada em determinado segmento – a administração e a operação de partes da sua estrutura tecnológica. Impressão, segurança e gerenciamento de rede e servidores são alguns dos serviços gerenciados mais procurados.

Estas empresas ‘de serviço’, como são mais conhecidas pelo mercado, montam um time de especialistas, muitas vezes em regime 24 x 7, para executar a operação. É claro que esta estrutura custa caro e, para rentabilizá-la, é necessário vender o serviço em um grande número de clientes. As pequenas e médias corporações são a escolha natural como targets para os provedores destes serviços. Mas, como atingir estes clientes tão espalhados fisicamente e tão refratários a soluções e fornecedores desconhecidos?
 
 

A indústria de hardware e software já esteve antes nesta encruzilhada e optou pelos distribuidores e sua grande rede de revendas. Para aplicar o modelo 2-tier na distribuição de serviços gerenciados é necessário criar pacotes de serviço pré-estabelecidos e adequados à realidade das pequenas e médias empresas.

Os distribuidores podem solucionar as questões de como treinar e capacitar este canal de revendas para oferecer os serviços gerenciados a uma imensa quantidade de clientes, que por sua vez confiam nas soluções apresentadas pelas revendas, por serem seus parceiros de tecnologia. Modelos de remuneração podem incluir o condicionamento do canal de venda e do distribuidor pelo contrato e suas renovações, garantindo uma renda incremental para seus negócios, tradicionalmente tão afetado pelas margens baixas.

Cloud computing, outra tendência de mercado, e os serviços gerenciados estarão cada vez mais relacionados entre si e os distribuidores serão, uma vez mais, o vetor que levará esta revolução tecnológica às empresas de todos os tamanhos.

* José Bublitz Machado é vice-presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de TI – ABRADISTI.
 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Redes sociais influenciam 44% das empresas brasileiras a desclassificar candidatos em processos seletivos, afirma pesquisa

Informações negativas ou fotos inadequadas no Facebook, Twitter e Orkut podem determinar a avaliação Por Rafael Farias Teixeira


As redes sociais passam a exercer um papel decisivo também nos processos seletivos de empresas. É o que afirma a Pesquisa Internacional de Mercado de Trabalho realizada pela empresa de recrutamento Robert Half com 2.525 executivos das áreas de finanças e de recursos humanos de 10 países. Para 44% dos brasileiros entrevistados, aspectos negativos encontrados em redes como Facebook, Twitter e Orkut seriam suficientes para desclassificar um candidato no processo de seleção. “A principal preocupação dessas empresas é constatar que o perfil nesses meios é muito diferente do que foi descrito no currículo”, afirma Ricardo Bevilacqua, diretor da Robert Half para a América Latina. Apenas 17% afirmam não se deixar influenciar pelas redes sociais, enquanto os 39% restantes dizem que fariam uma entrevista antes de tomar a decisão final.

Os executivos brasileiros também afirmaram que utilizam a rede LinkedIn para verificar a veracidade das referências apresentadas nos currículos dos candidatos a uma vaga de emprego. 46% deles fazem isso sempre, enquanto 43% fazem essa verificação apenas com os candidatos que já foram entrevistados. Mas como discernir que aspectos da rede fazem parte apenas da vida pessoal da pessoa? “ Quem contrata sempre busca aspectos profissionais na hora de descartar o candidato; as questões pessoais são analisadas em outro nível, como, por exemplo, saber se o candidato faz algum tipo de trabalho voluntário, o que com certeza conta como um ponto positivo”, afirma Bevilacqua. “Os temas que mais causam desclassificação são relacionados a sexo e a qualquer tipo de discriminação.”

O que as empresas querem
Para Bevilacqua os processos de recrutamento no Brasil estão se tornando cada vez mais desenvolvidos, aproximando-se de padrões internacionais. “As empresas sabem que precisam ser mais assertivas nesse aspecto, porque os custos relacionados a uma contratação errada são muito altos”, explica.

Segundo a pesquisa, a primeira coisa que a maior parte (36%) das empresas brasileiras analisa em um currículo é a experiência profissional do candidato; 29% delas buscam as qualificações profissionais, que seriam adquiridas em trabalhos anteriores, e 13% conferem primeiro a formação do candidato.

Todas as empresas sabem que, para conseguir vantagem no processo seletivo, alguns concorrentes à vaga costumam exagerar no currículo. Para 48% dos entrevistados, o candidato faz isso nas responsabilidades que teve no seu trabalho anterior ou atual; 46% acreditam que isso ocorre nas habilidades em idiomas; 42% afirmam que eles exageram na hora de explicar os reais motivos para deixar seu trabalho anterior / atual. Nenhuma das empresas entrevistadas afirmou que acredita que os concorrentes não mentem em nenhum dos quesitos listados. 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Os blogs vieram para iluminar a sombra

O valor de um blog está em sua autenticidade, exclusividade e regularidade. O segredo está em disseminar conhecimento onde a mídia oficial não chega ou não consegue chegar.

Por Carlos Nepomuceno

Um blog off-mídia não sobrevive sem o mínimo de autenticidade.

Nepô, da safra 2011.

Quanto mais somos no planeta, mais necessidades temos: comer, vestir, morar, consumir. E para preencher esses desejos que o viver provoca, precisamos cada vez mais de informações e comunicação diversificadas.

Mais fatos são colocados na roda do mundo e mais versões sobre eles ocorrem. Fatos e versões se multiplicam.

Os meios de comunicação e de informação tradicional, com seus poderosos filtros, tentam/tentaram, ao longo dos últimos séculos, dar conta desse grande universo demandante. Fizeram sua parte na maratona, mas estão cansados.

A mídia tradicional – rádio, TV, jornais – cumpriu um papel relevante, mas com o crescimento da população e da complexidade do planeta, tornou-se bastante ineficaz para cobrir tudo o que acontece nos quatro cantos da terra.

A maneira de olhar o mundo era e ainda é fortemente filtrada por um conjunto de pessoas e isso cria um verdadeiro impasse da civilização, pois temos poucas visões sobre as coisas. Os mesmos colunistas sempre se repetem, repetem, repetem…

Os fatos e a versões das mídias tradicionais não são mais compatíveis com o mundo dinâmico do novo século. No meio dessa nova ordem ainda caótica, surge o fenômeno dos blogs, dentro do universo maior das redes sociais.

Os blogs – como as redes sociais que os sucederam – vieram trazer luz à sombra, não só em termos dos acontecimentos, mas das versões sobre esses. Essas ferramentas vieram complementar os fatos e as opiniões do mundo e, quando assim o fazem, geram valor para a sociedade.

Quando as pessoas encontram os blogs de humor, de consumo, de opinião, técnicos, elas estão em um estágio “A” e depois deles, passam para um estágio “B” em termos de informação e conhecimento.

Os blogs complementam e em alguns momentos suprem a informação necessária para muita gente.

Assim, a mídia faz uma espécie de feijão com arroz, do qual já estamos acostumados e os blogs vêm adicionar muito tempero. Em muitos casos se tornam tão importantes que são assumidos pela mídia tradicional, ou passam a exercer influência sobre ela.

A criatura passa a mandar no criador.

Os fatos, os detalhes, os nichos, os pontos de vistas são diversos e muito mais amplos do que o volume de microfones, câmeras, bloquinhos dos jornalistas. Por isso, há uma nova demanda!

Uns novos espaços, uma nova off-mídia em intrincada disputa com a mídia oficial. A rede veio cumprir esse novo papel:

Iluminar as sombras deixadas pela mídia tradicional, permitir que novas idéias entrem “na roda” e gerem debates entre pessoas, compatibilizando o volume de cabeças pensantes com o ambiente de conhecimento disponível.

Como mostra a figura abaixo, na qual a off-mídia (produção independente de usuários ou grupos de usuários), agrega relevância ao planeta:



O principal erro dos blogueiros, entretanto, é querer ser a mídia e não a off-mídia. Querer ser a luz na luz e não a luz sobre a sombra.

A mídia em seu foco é competente, ou se não é, tem força para correr atrás, há dinheiro, capacidade, influência, etc. Um blog precisa gerar valor naquilo em que a mídia não consegue!

O blog veio para dar um contra-ponto na mídia tradicional e não acabar com ela – porém, obriga-a a se repensar, com certeza.

Os leitores vão aderir e ir para um lugar – digamos mais alternativo – a procura disso: diferença, tesouros, esconderijos, reserva, mistério, segredos, informação privilegiada, autenticidade, curiosidade, tudo que estão sedentos em ter e não há por aí. Caso não tenham isso nos blogs, preferem o tradicional.

É bom observar: o leitor de um blog deve romper com um hábito, ir atrás de algo novo, fora dos seus costumes.

Este esforço precisa ser compensador, senão o blog tende a ficar ilhado, perdido e acaba sumindo por falta de náufragos a visitá-lo. São raros os blogueiros que não querem público!

(Evito de falar a palavra sucesso, pois um blog pode exercer uma grande influência e não ser rentável, mas atingir os objetivos do criador / criadores).

Assim, um blog eficiente não é aquele que tenta ser um espaço a mais, onde a mídia oficial coloca luz, mas deve procurar trabalhar nas sombras, nas brechas. A off-mídia veio complementar o que a mídia oficial não o faz!

Aí temos vários caminhos. O primeiro definido na tese de mestrado do Moreno:

Blogs do eu vi – eu repasso informações exclusivas que eu vejo de um lugar privilegiado, no qual outros não podem entrar ou ver, ouvir, ser, pertencer. Complemento o conteúdo da mídia oficial. Um bom exemplo é o blog Fim de Jogo, que oferece notícias sobre a vida em torno dos estádios. Complementa algo ao qual a mídia tradicional “não está lá para ver”. São blogs informativos e trazem informação “fresca”.

Blogs do eu acho – são blogs opinativos, com versões sobre temas de especialistas com uma visão distinta do que acontece. Busca uma visão diferenciada sobre os fenômenos os quais a mídia não cobre muito bem. O meu blog (nepo.com.br) é um exemplo deste modelo, como é o da Raquel Recuero ou do Silvio Meira e tantos outros.

Obviamente, há um misto entre os dois, mas os blogs com maior audiência oferecem diversidade em relação à mídia oficial e geram valor ao seu público-alvo.

Ponto!

Podemos ainda caracterizar um blog:

O blog de nicho – a maior parte dos blogs pertence a um dado nicho, a uma especialização, sendo o blogueiro um especialista na opinião ou no conhecimento, bem informado sobre determinado assunto. É preciso perceber que uma audiência de blog de nicho não pode ser avaliada apenas por quantidade, mas pela qualidade dos visitantes dentro do nicho escolhido.

O blog geral – são raros os blogs com abordagem sobre temas gerais que fazem sucesso, pois eles competem com a mídia de forma direta. Geralmente, são blogs coletivos ou de redes sociais organizados para dar uma visão distinta.

Além disso, podemos ainda definir alguns atributos fundamentais para quem vai jogar luz na sombra:

Autenticidade. Coerência entre o produto e o perfil do blogueiro. As pessoas estão cansadas de uma mídia “comprada” por comerciais, pouco ou nada sincera. É um diferencial não ter censura, ou seja, dar opiniões sem interesses de marketing direto e quanto mais isso for preservado, mais o blog ganha em credibilidade. Os famosos “vendidos”, se descobertos, tendem ao declínio.

Sentido de valor para quem o acompanha. O seguidor deve sentir que está valendo a pena acompanhar o blogueiro, que há novidade, não mesmice ou perda de tempo. Deve ficar claro: a missão está sendo bem cumprida e o conteúdo é relevante. É uma relação de sinergia.

Novidades exclusivas/originalidade. O blogueiro precisa possuir qualidades e esses talentos o levarão a se destacar: um faro e farol, uma opinião distinta, clareza, feeling incomum, informações exclusivas. Quanto mais isso for explícito e agregar valor para o visitante, mais audiência terá no nicho escolhido.

Sensação de pertencimento/diálogo. O blogueiro precisa quebrar a mídia vertical, deve conversar com seus leitores, deixá-los se expressar livremente e ponderar as opiniões. E mudar os pontos de vista ao conhecer idéias melhores! Saber ler as preferências dos leitores e, quando achar interessante, segui-los, ir com eles para o lugar, cumprir a sua missão.

Regularidade. Um blog que não está vivo é um blog morto, simples assim.

Diante disso, repito:

Se o blog apenas repete a mídia geralmente não vinga, a não ser que seja composto de pessoas da própria mídia, mas neste caso, não considero um projeto off-mídia.

É barulho, ruído, sem valor e tende a ser ignorado pelo público, pois esse vai procurar a luz que o off-mídia coloca na sombra.

Há em cada leitor a procura de um balanço e uma necessidade de preencher as suas necessidades de informação, com relevância para assim tomar as decisões e seguir adiante. Um site off-mídia deve ser este algo a mais.



Quando uma off-mídia não vem para agregar luz à sombra, tende a ser ignorada, pois entra no rol dos ruídos.

Há uma sabedoria e um equilíbrio entre todas as novas e velhas mídias. E o profissional – ou mesmo amador – do off-mídia precisa seguir esse perfil!

Podemos ter três categorias: Mídia, off-mídia e não-mídia. Este último é um blog sem visita, então, acaba não sendo mídia, pois a mídia exige troca de informações.

(Não sou contra blogs sem nenhum tipo de público, porque esses podem ganhar depois, mas para ser mídia deve haver leitor, senão é apenas um caderno de anotação que, por acaso, está na rede.)

Se você observar os blogs com trânsito, geradores de “calor” e movimento verá: esses atuam muito bem em algum tipo de sombra, cumprem um papel de pequena lanterna e dão luz ao todo, seja para informar na escuridão ou para juntar diversas partes que, mesmo na luz, não faziam sentido.

Penetram em uma brecha onde a mídia não pode ir ou ainda não foi. O objetivo de agregar informação ao mundo é sempre de levar relevância, o resto é entropia (caos, barulho) com tendência a ser rejeitada.

Essa é a nova dialética: mais vale o silêncio à abobrinha. E quando vem a abobrinha, que seja de uma forma a colaborar na salada.

Que dizes?

Sobre o autor

Carlos Nepomuceno (carlos@nepo.com.br) é professor, pesquisador e co-autor do livro Conhecimento em Rede (Editora Campus), editor do blog Nepo.com.br e mantém o Twitter cnepomuceno.
 
Fonte: [Webinsider]

Redes sociais, CRM e inovação

Aos poucos as redes sociais estão derrubando as barreiras tradicionais que configuram o ambiente de trabalho. Por Ricardo Murer


Hoje é impossível imaginar qualquer ambiente de trabalho sem a presença de tecnologias da informação e comunicação (TICs). Ou, olhando por uma outro ângulo: impossível imaginar qualquer lugar que não possa ser um ambiente de trabalho.

Trabalhar “remotamente”, independente da localização geográfica, já é uma realidade para milhares de profissionais. Notebooks e conectividade derrubaram faz algum tempo o velho paradigma da “sede” de concreto, vidros e departamentos. A sede é onde você está, tanto faz. Just log in! Mas o horizonte de mudanças é bem maior do que o home-office.

Redes sociais estão aos poucos assumindo o lugar da velha intranet, promovendo compartilhamento de ideias, produtos e oportunidades em tempo real. Com isso, o “dentro” e “fora” da empresa está se tornando uma linha cada vez mais tênue. Ao usar redes sociais para manter e interagir com seus clientes, o velho “fale conosco” está se tornando pequeno diante da migração dos diferentes canais de contato para dentro das redes sociais.

Um fenômeno ainda mais interessante ocorre quando os próprios clientes, com maior grau de conhecimento sobre o produto, resolvem dúvidas de outros clientes, naquilo que está sendo chamado de ”social CRM”.

Mas as redes sociais não estão somente revolucionando o cenário do atendimento e relacionamento com o cliente, elas estão se tornando um ativo importante quando o assunto é inovação. As tradicionais limitações da área de P&D (burocracia, centralização, altos custos de pessoal) desaparecem diante do ambiente de compartilhamento, multidisciplinar e de distribuição de conhecimento.

Afinal, nada melhor do que o próprio consumidor ou usuário final para perceber como o produto ou serviço pode evoluir e melhorar. Devemos aqui considerar a interação como elemento fundamental para a inovação. Quanto estamos numa ambiente em rede, o fluxo de informações é constante, horizontal e naturalmente sinérgico, pois o conceito que sustenta as redes sociais é o de dar “poder” ao usuário transformado-o de consumidor passivo em agente construtor de conhecimentos.

O que convencionou-se chamar de “inovação aberta” encontra nas redes sociais seu melhor ambiente para crescimento; o desafio entretanto não é dar início ao processo de inovação dentro das redes sociais, mas sim gerenciá-lo.

Nesse sentido, algumas redes permitem o desenvolvimento de aplicativos, baseados em suas APIs abertas. Aplicativos voltados para inovação precisam possuir mecanismos de submissão de ideias, critérios de avaliação e análise e ferramentas de busca customizadas.

A novidade é que algumas empresas (algumas mais organizadas do que as outras) já estão fazendo isso. Aos poucos as redes sociais estão derrubando as barreiras tradicionais que configuram o ambiente de trabalho. Num futuro próximo, será difícil saber a diferença entre um colaborador e um cliente.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Playboy de junho terá anúncio com áudio


Playboy com peça sonora

Na reta final para a edição 2011 do Skol Sensation, a Skol surpreende os leitores da Playboy do mês de junho. 
Numa ação especial criada pela F/Nazca, a marca coloca um anúncio com áudio que apresenta a proposta da experiência sensorial dos “Mistérios de Wonderland”, tema do espetáculo que acontece no próximo dia 18, no Anhembi em São Paulo.

Os assinantes da Playboy moradores da região Oeste de São Paulo terão anexo à capa um anúncio que virá com um fone de ouvido. Ao plugar o fone na lateral deste mesmo anúncio o leitor consegue escutar uma voz feminina o convidando para vivenciar a “noite mais fantástica da sua vida”, slogan do Skol Sensation 2011. A tecnologia que possibilita unir a capa da revista com o áudio especial foi importada do Japão. A revista Playboy chega às bancas trazendo na capa a vencedora do BBB11 Maria.
O Skol Sensation é um espetáculo interativo que reúne entretenimento, performances, música eletrônica, cenografia e luz. No line up Djs como Mr. White, Kaskade, Roger Sanchez, Above and Beyond e Sander van Doorn.

A criação do anúncio é de Keka Morelle, Thiago Balzano e André Faria, com direção de Fabio Fernandes, Eduardo Lima e Theo Rocha.

Veja o vídeo da ação:


terça-feira, 7 de junho de 2011

Redes sociais demandam novo profissional

Plusoft investe na formação do analista de mídia social para atender clientes
 
 
Hoje, a decisão de estar ou não nas mídias sociais já não é mais da empresa. Os próprios clientes e consumidores já a colocam nelas. Cabe à empresa decidir como interagir e responder a esse consumidor. 
 
A Plusoft, por exemplo, compreendeu que as redes sociais são novos canais de relacionamento e passou a trabalhar em sua base de contact center com o analista de mídia social, o profissional que atua na interação com os clientes finais, dentro das redes sociais.

"A empresa que está preocupada com o tratamento na mídia social já abriu um canal para que a comunicação seja feita totalmente direcionada para as redes da própria empresa (blog, Twitter, Facebook) e isso facilita muito no processo de tratamento das respostas. Isso permite trazer o cliente para uma conversa individualizada, favorecendo a resolução do problema e evitando a proliferação do questionamento para toda a comunidade do consumidor ou cliente", declara Guilherme Porto, presidente da Plusoft, em entrevista exclusiva para o Callcenter.inf.br.

A Plusoft qualifica e especializa profissionais para desempenhar a função de analista de mídia social. "Levamos em torno de seis meses para conseguir transferir um know how para esse novo atendente. Ao mesmo tempo, desenvolvemos um manual de mídia social para poder ajudar a transferir esse aculturamento. O operador tem de ter um tratamento diferenciado para cada tipo de mídia", explica o executivo.

O analista também conta com a ajuda de ferramentas. "O operador nem sempre decide sozinho, hoje as ferramentas têm um processo de workflow, que envolve diferentes áreas da empresa, que vão apoiar o operador na tomada de decisão e na formulação das respostas. Mesmo que o operador/analista tenha experiência, é importante essa troca de informações", acrescenta Porto.

Ainda segundo o executivo, o analista de mídia social deve ter um perfil diferenciado, com formação em comunicação social ou grande experiência na área de atendimento. "O novo profissional tem de lidar com entendimento das manifestações e, muito mais que o entendimento, a preocupação de como atender e responder, pois ele sabe que isso pode afetar a marca, serviço ou produto da empresa para uma comunidade inteira", completa o presidente.

Para ele, o analista pode, além de responder ao cliente, colaborar em pesquisas, campanhas e inovação de produtos. "Nunca foi tão rápida a visualização do resultado de uma campanha publicitária, de um filme ou de pesquisas. Nesse aspecto, as mídias sociais, além de favorecer a relação via analista, são uma fonte muito rica para acompanhar insights que poderão ser aplicados na inovação", finaliza.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Idoso brasileiro cria novo conceito de rede social

Objetivo é ajudar empresas a fechar negócios online


Um brasileiro de 71 anos é responsável pela criação de um modelo mais sério de rede social. Enquanto o foco de sites como Facebook, Orkut e Twitter é a sociabilização, a interação das pessoas umas com as outras, a ideia do Yes, I Can Do B2B é ajudar empresas a fechar negócios online.

A rede foi fundada por Pierre Grossmann, segundo o qual, "essa ferramenta vai muito além do Google e faz o que nenhuma outra rede social faz. Ela pode conectar um chinês a um brasileiro e fazê-los fecharem negócios".

O site possui um banco de dados com 500 mil nomenclaturas de produtos e serviços que seguem padrões técnicos internacionais. Então uma empresa pode registrar seu produto, assim como procurar um que precise, enquanto o Yes, I Can Do B2B se preocupa em cruzar as informações e sugerir possíveis parceiros de negócios.

"Me dei conta de que, no fim do dia, o que o empresário quer é vender", afirmou Grossmann, em entrevista à agência Reuters. "Existem mais de 5 milhões de micro e pequenas empresas no Brasil, e o que elas querem é encontrar clientes."

O cadastro é gratuito, mas se a empresa quiser incluir um catálogo para tentar fazer negócio pelo site, terá de pagar anuidade de US$ 200. O site foi lançado em português e inglês, mas já corre o trabalho de tradução para espanhol, italiano e chinês simplificado, entre outros. 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Orkut ontem, Facebook hoje e amanhã?

Artigo aborda questões que garantem o sucesso de alguns redes sociais e determinam o fracasso de outras. Confira.

Bem-sucedido na internet e nas telas dos cinemas, o Facebook também está ganhando adeptos e chamando atenção no Brasil. De maneira sorrateira e constante, a maior rede social do mundo está crescendo rapidamente no Brasil e deve desbancar o Orkut num curto espaço de tempo.


 
 
Ao que tudo indica, a virada deve acontecer já em 2011 ou no máximo em 2012, pelas taxas de crescimento que o Facebook tem apresentado por aqui. Tanto isso é verdade que a Ford estrelou sua campanha do New Fiesta focada no site de Zuckerberg e com um slogan que remete a uma de suas funcionalidades (o botão “curtir”): “Chegou o carro que o mundo inteiro está curtindo”.

 
O Brasil, pelo tamanho do seu mercado e pela quantidade de horas que os internautas ficam conectados em redes sociais, é estratégico para qualquer gigante da internet, além de não ter os inconvenientes de se lidar com a censura, como no caso da China, por exemplo.

O Facebook demorou a focar seus esforços por aqui, deixando espaço para que o Orkut avançasse e se tornasse a rede social preferida dos brasileiros. No entanto, esta realidade está mudando tão rapidamente quanto o ambiente virtual.

Da mesma forma como se expandiu viralmente pelas universidades americanas, o Facebook tem ganhado mais adeptos brasileiros todos os dias, o que tem sido ajudado pelas ferramentas que o site disponibiliza para importação de contatos do Yahoo!, Hotmail, Skype, entre outros. Porém, somente o boca-a-boca e estas funcionalidades não explicariam seu crescimento. Afinal, por que Myspace, Bebo ou Hi5 não tiveram o mesmo sucesso? É importante analisar as diferenças entre Facebook e seus concorrentes para entender as razões de seu crescimento no mundo e também no Brasil.

Em primeiro lugar, o site criado por Zuckerberg tem uma espinha dorsal bastante poderosa: o feed de notícias. Ao contrário do que fazem seus concorrentes diretos, o Facebook coloca em evidência as atualizações feitas pelos usuários (e também pelos amigos deles), deixando o ambiente altamente colaborativo e interativo. O efeito imediato é que, sempre ao se acessar a home page, nada estará igual, porque diversas atualizações acontecem minuto a minuto, o que é essencial para que se mantenha o tráfego constante no site.

Afinal, ninguém gosta de ler jornal de ontem. Todo mundo está sempre procurando alguma novidade: um link para clicar, um vídeo para assistir, uma foto do último happy hour para curtir ou uma dica de restaurante para levar a namorada para jantar.

O Facebook, inteligentemente, trouxe a conversa entre amigos para o ambiente virtual, onde se pode saber de tudo sem sair de casa ou de qualquer lugar pelo celular. E, por isso, juntou diversas funcionalidades, como o compartilhamento de fotos, links, mensagens, vídeos, eventos, causas e muitos outros em um único lugar, ao contrário das outras redes sociais, deixando seu site muito mais dinâmico.

O Orkut, por sua vez, possuía até há pouco tempo apenas um scrapbook, no qual o usuário poderia deixar mensagens para seus amigos, algo mais próximo da web tradicional e do email do que do ambiente colaborativo da Web 2.0. Somente recentemente o Google adicionou um espaço para as atualizações dos usuários, mas que deixa muito a desejar se comparado com o ambiente do Facebook. A página inicial ainda está estática, sem graça, fazendo com que os internautas se cansem logo dela.

Outro concorrente, o Twitter, tem uma estrutura simples, focando mais no compartilhamento de mensagens e notícias online (mas com limite de caracteres, o que o levou a ser apelidado de “microblog”) e menos nas complexas trocas de experiências entre usuários.

Por conta disso, é largamente usado por jornalistas, celebridades e políticos (justamente aqueles que têm mais necessidade de se expor para o público em geral). A sua capacidade de atração de usuários que desejam trocar informações pessoais com amigos, juntamente com fotos ou vídeos, porém, é bastante limitada.

Para minimizar esta desvantagem e a fim de evitar um revés futuro com uma possível perda de seguidores, a empresa mudou recentemente sua página inicial acrescentando novas funcionalidades e permitindo o compartilhamento de fotos.
Mesmo assim, ao contrário do Orkut, o Twitter está melhor posicionado no mercado virtual por focar num segmento específico, não tendo pretensão de atuar como uma rede social, mas sim como um provedor de notícias instantâneas.

Outro fator de diferenciação do Facebook é seu bate-papo incorporado ao site, facilitando a troca de mensagens entre amigos - o que é uma clara ameaça ao MSN. Afinal, o software da Microsoft é apenas um comunicador com funções limitadas, não permitindo uma troca de experiências mais aprofundadas entre seus integrantes, como numa rede social. Além disso, a vantagem do bate-papo do Facebook frente ao Messenger é que ele permite que o usuário possa conversar com todos os seus amigos automaticamente, sem a necessidade de ter de procurar seus emails para adicioná-los, além de ser fácil e rápido de usar.

É claro que ainda é uma versão bastante simples e sem muitas funcionalidades (se comparada ao MSN), mas é somente uma questão de tempo para que o Facebook incorpore melhorias. Um reflexo desta situação foi a reação do Messenger na sua versão 2011, com a incorporação de uma funcionalidade nova de integração do programa com os feeds das redes sociais, tentando minimizar seu isolamento. No entanto, esta reação tardia poderá ser insuficiente e o MSN talvez acabe seguindo o mesmo caminho do ICQ.

Em terceiro lugar, o Facebook soube alavancar seu site mantendo-se fiel às suas origens; ou seja, por meio da filosofia do open source, ou código aberto (que é a base do Linux, por exemplo). Desenvolvedores do mundo inteiro passaram a usar a rede social como uma plataforma, criando milhares de aplicativos para serem utilizados gratuitamente pelos seus usuários.

Um exemplo disso são os jogos online desenvolvidos pela Zynga, empresa norte-americana de São Francisco fundada em 2007. Entre eles, estão os famosos Farmville e Mafia Wars. Os números impressionam: são mais de 350 milhões de usuários ativos por mês e mais de 65 milhões que acessam seus jogos todos os dias. Ou seja, trata-se de uma simbiose, na qual tanto a rede social quanto o desenvolvedor ganham.

Enquanto o Facebook atrai internautas e hospeda o aplicativo, o desenvolvedor gera tráfego e fideliza os usuários, fazendo com que se acostumem a acessar o site diariamente. E tudo isso foi construído tendo como base o open source, que foi acertadamente adotado desde o início pelo Facebook. Por outro lado, as outras redes sociais concorrentes não souberam explorar este aspecto no princípio e acabaram sendo forçadas a também abrir seus códigos para não ficarem para trás.

Se por um lado uma plataforma aberta para desenvolvedores contribuiu positivamente para o sucesso do Facebook, por outro a privacidade dos usuários também foi igualmente essencial. A lógica de construção da rede social de Zuckerberg é baseada na premissa de que seus usuários desejam se conectar apenas a pessoas que conheçam, ou seja, seus amigos.

Como num clube, o que importa é a exclusividade. Portanto, é necessário ter realmente algum tipo de vínculo com algum conhecido para que seja possível adicioná-lo. A busca é feita através dos contatos armazenados nos serviços de email ou no perfil de amigos.

O Orkut, por outro lado, acabou pisando muito na bola neste aspecto, já que a toda hora uma pessoa desconhecida poderia enviar um pedido de amizade e inúmeros perfis falsos se espalharam pelo seu banco de dados.

Inclusive, a perda de controle foi tamanha que o Google teve que se explicar diversas vezes frente à justiça brasileira, uma vez que suas páginas abrigavam pedófilos, criminosos, racistas entre outros. Esta situação contribuiu para a divulgação de uma imagem negativa do Orkut no país, ao passo que o Facebook, com sua estrutura mais reservada, não sofreu do mesmo problema.

Em quinto lugar, o desenho do Facebook e de suas funcionalidades é bastante simples, fácil de usar e intuitivo. Quem começa a acessá-lo não demora muito para aprender sua lógica e a se tornar um especialista no assunto.

Como parte desta estratégia de simplicidade, surgiram algumas sacadas geniais, como os botões ”curtir” (o vedete da campanha da Ford) e “cutucar”, que permitem aos usuários chamar a atenção de outras pessoas, mas de uma forma irreverente. Nenhuma outra rede social possui estas inovações, o que coloca o Facebook na frente mais uma vez.

Como contraponto, o Myspace, por exemplo, é bastante confuso, carregado de imagens, vídeos, anúncios por todos os lados e com uma navegação pouco intuitiva. Recentemente, passou por uma repaginação exatamente para se tornar mais fácil de usar e com uma aparência mais clean, visando estancar sua perda de usuários para o Facebook.

Aliás, também acabou reposicionando sua marca, não tendo mais como estratégia ser uma rede social de uso generalizado, mas sim relacionada à música e voltada para um público mais jovem, numa tentativa de reverter os estragos feitos pelo seu principal concorrente.

Desta forma, o Myspace se reinventou adotando uma estratégia acertada, com foco num segmento diferente do mercado e com um novo posicionamento, evitando, portanto, que seu fim fosse decretado no futuro próximo, como parece ser o caso do Bebo.

Em conclusão, o Facebook passou a reinar sozinho no mundo das redes sociais por ser claramente um produto superior aos outros em diversos aspectos: acessibilidade, rapidez, simplicidade, inovação, exclusividade, irreverência, atualização e compartilhamento.

Twitter e Myspace não rivalizarão muito com sua liderança e deverão sobreviver porque adotaram posicionamentos claros e voltados para segmentos específicos. Por outro lado, o Orkut está seriamente ameaçado pelo fato de focar no mesmo público do Facebook e de oferecer as mesmas funcionalidades, mas com um produto inferior.

Caso não mude seu foco, deverá perder espaço rapidamente, o que já ocorreu em mercados em que era líder, como na Índia. Assim como o Orkut, o MSN também está em risco, ainda que menor, já que a tendência é que mais e mais pessoas passem a usar o comunicador integrado à rede social.

Finalmente, analisando-se o Facebook por um ângulo sociológico, foi a rede social que mais facilitou a interação entre as pessoas, estimulando uma intensificação da comunicação que era inimaginável pouco tempo atrás. Porém, esta necessidade básica de se comunicar é algo estático, imutável, mas não a forma de satisfazê-la, que estará sempre em movimento. Ou seja, não basta ao Facebook ser bom hoje, é importante estar em constante mudança no ambiente virtual para ser bom amanhã também.

Existem diversos exemplos de marcas e empresas que não conseguiram inovar ou mostrar mais valor ao consumidor: Netscape (navegador), HotBot (buscador), Napster (P2P), Geocities (construção de sites) ou Google Answers (serviço de respostas). Portanto, o sucesso futuro do Facebook dependerá de sua capacidade de se reinventar constantemente e de encontrar formas de interação melhores com seus usuários.
Caso contrário, sempre haverá um garoto de 20 anos de Harvard pronto para criar um site mais inovador e cool, que satisfará melhor as necessidades dos seus clientes e se tornará o Facebook do futuro.

Antonio Pedro Alves (Formado em administração pela FGV, com MBA em Marketing pela FIA-USP. Atuou em diversas multinacionais, na venda direta, na indústria e no varejo, entre elas Avon, Reckitt Benckiser, Wal-Mart e Grupo Pão de Açúcar. É executivo de marketing, palestrante e editor-chefe do Venda Muito Mais e do Blog de Marketing Vendendo Bem).

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