segunda-feira, 28 de maio de 2012

Como cada geração usa a internet

Cópia para uso pessoal, sem fim lucrativo, não fere o direito autoral





:: Da redação*
:: Convergência Digital ::


Os crimes contra os direitos autorais e a propriedade industrial serão tratados com maior rigor se depender da Comissão Especial de Juristas que se dedica a preparar o anteprojeto do novo Código Penal. 

Entretanto, os juristas decidiram que a reprodução de um único exemplar de obra intelectual ou fonograma, para uso privado e exclusivo de quem copiar, sem intuito de lucro direto ou indireto não constitui ato delituoso.

A idéia é punir com prisão de seis meses a dois anos, além de multa, quem promover a reprodução pública ou publicação, por qualquer meio e com a intenção de lucro, de obra intelectual, fonograma ou videofonograma sem autorização do autor, produtor ou representante.

Aprovada pelos juristas em reunião na quinta-feira (24), a proposta referente aos delitos contra a propriedade intelectual permite enquadramento mais duro, por exemplo, para a reprodução pública, sem licença e pagamento de direitos autorais, de obras musicais gravadas em CDs e DVDs. Esse tipo de crime atualmente pode render ao autor meramente uma pena de três meses a um ano de prisão, que pode até ser substituída por multa.

O objetivo é o de enquadrar de forma dura hipóteses de crimes ainda não previstos na legislação vigente, mas cada vez mais comuns. É o caso da divulgação, distribuição, a venda, aluguel, ocultação e manutenção em depósito de cópia de programa de computador com o objetivo de lucro. Nesse caso, a pena sugerida vai de dois a cinco anos de prisão.

Para o presidente da comissão, ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o direito autoral estará muito mais protegido com as alterações e novos tipos penais aprovados em comparação com a atual Lei do Direito Autoral (Lei 9.610, de 1998). Segundo ele, há uma “grita da sociedade” por maior proteção a esses direitos.

- A propriedade intelectual hoje está sendo desprezada de forma acintosa no Brasil, num tempo de alta tecnologia que permite fraudes a esses direitos – afirmou.

Outra medida aprovada permitirá o enquadramento da oferta pública de obra protegida por direito autoral por meio de sinais de fibra ótica, internet ou sistema de informática, que permita ao usuário de qualquer lugar usar esse material. A comissão sugeriu pena de um a quatro anos de prisão para essa conduta, que permite enquadrar, por exemplo, a utilização indevida do material protegido veiculado por televisão a cabo de forma ilegal, popularmente conhecido como “gato net”. A mesma pena será aplicada no caso de reprodução e comercialização em larga escala de material digital, que favorecem, por exemplo, a pirataria digital.

- Entendemos que ofender o direito autoral é prejudicial ao esforço do Brasil de se construir como nação e de encorajar o pensamento, a reflexão e o trabalho artístico – comentou o relator da comissão, o procurador da República Luiz Carlos Gonçalves.

Exceção

Os juristas tiveram o cuidado de afastar totalmente a hipótese de ato delituoso na reprodução de um único exemplar de obra intelectual ou fonograma, para uso privado e exclusivo de quem copiar, sem intuito de lucro direto ou indireto. Houve debate sobre de que modo o texto deveria passar, se isentando a reprodução total ou apenas parcial da obra.

Nessa discussão, foi especialmente mencionada a situação de estudantes universitários que tiram cópias de livros para estudo. Atualmente, só é autorizada a cópia de algumas páginas e capítulos. Ao fim, a comissão aprovou uma redação que nem menciona restrição parcial ou liberação total da reprodução.

Para o professor Luiz Flávio Gomes, de todo modo a solução autoriza a reprodução total na hipótese de cópia única e sem finalidade de lucro, como já acontece hoje de maneira informal.

Plágio

Houve aumento de penas para diversos delitos contra obra intelectual, como o plágio de obras, punido hoje somente com prisão de três meses a um ano, ou multa. Na proposta dos juristas, a pena é aumentada de seis meses a dois anos. Com nova redação, o delito é descrito como o ato de apresentar, utilizar ou reivindicar publicamente como própria obra ou trabalho intelectual de terceiros.

Marcas e patentes

Na linha de maior rigor, os juristas sugeriram aumento de penas para os crimes no campo da propriedade industrial. O ato de fabricar, importar, exportar ou comercializar produto protegido por patente de invenção sem autorização do titular, por exemplo, resulta hoje em prisão de um a três meses, mais multa. Os juristas sugerem prisão de um a quatro anos, além da multa.

A utilização do design de um produto na fabricação de outros, ainda que de forma parcial, também terá pena maior, de um a quatro anos. A nova pena foi adotada ainda para a exportação, importação, fabricação ou comercialização de produto de marca registrada, como também para o uso de vasilhames, recipientes ou embalagens com marca alheia, com a intenção de induzir a erro de julgamento. Até então, a punição é também de prisão de três meses a um ao, ou multa.

A Comissão Especial de Juristas para a preparação do anteprojeto de um novo Código Penal foi criada por determinação do presidente do Senado, José Sarney, a partir de sugestão do senador Pedro Taques (PDT-MT).

*Fonte: Agência Senado

Via: Convergência Digital/ Uol

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Fundador do Tumblr vem ao Brasil para palestrar













A Media Education, agência especializada na realização de conferências com foco em marketing digital, promove na próxima segunda-feira, 28, na Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM, palestra/debate com a equipe internacional do Tumblr, incluindo David Karp, fundador da rede. 

Durante o evento serão abordados aspectos ligados ao crescimento, objetivos e expectativa do Tumblr no mercado nacional.

Fundado em 2007, o Tumblr conta com mais de sete milhões de usuários brasileiros - o que garante ao País a segunda maior comunidade do mundo, e a rede recentemente ganhou versão traduzida para o português.

“Nosso foco com esse tipo de palestra é trazer conteúdo relevante ao mercado, além de gerar network e relacionamento de qualidade aos participantes”, explica João Pedro Braconi, sócio-diretor de Planejamento da Media Education. 

“Não poderíamos abrir o ciclo de palestras em melhor estilo, afinal, o Tumblr está fervendo de novidades e tem muito potencial a ser explorado”, ressalta.

A palestra será gratuita e para registrar interesse em participar do encontro basta acessar o Tumblr da Media Education e preencher o formulário. 

Não há garantia de vaga no evento, uma vez que os interessados serão selecionados por uma curadoria, que avaliará se o perfil se encaixa à palestra em questão. 

Serão 50 vagas disponíveis e a lista dos participantes escolhidos será divulgada dia 25 de maio.

Serviço

Data: 28/5

Horário: 10h - coffee / 11h às 12h30 - palestra

Local: ESPM - SP - Campus Prof Francisco Gracioso. Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 - Vila Marina - Auditório Philip Kotler

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Internet bate jornais e já a 2ª maior mídia do mundo


Fonte: Iab Basil

Investimento publicitário no mercado digital crescerá 39%, fechando o ano com 13,7% de participação e ficando atrás apenas da televisão.




Fonte: www.e-construmarket.com.br

ADIVINHAR O QUE O CLIENTE PRECISA É UMA REALIDADE












A ciência já consegue identificar com precisão quando um produto vai emplacar ou não no mercado. 

Ao menos é o que revelam os resultados experimentais e as novas metodologias que foram apresentadas pelo professor da UNIFESP, Álvaro Machado Dias, durante o 8º Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções, realizado este mês.

Para esses resultados capazes de beneficiar muitas empresas, os especialistas deram o nome de neuromarketing, que já ganha adeptos em todo o mundo, incluindo o mercado brasileiro. 

Um dos pontos de partida dessa ciência é avaliar a percepção das pessoas acerca dos produtos a serem lançados e das propagandas, ao mesmo tempo em que as respostas cerebrais vão se mantendo mais constantes. 

“A instabilidade nas opiniões, seja em função de influências sociais ou da mera passagem do tempo, diminui a confiabilidade de conclusões de pesquisas de marketing e de estudos que visam prospectar a aceitação de novos produtos. Com o uso das técnicas da neurociência esse efeito pode ser minimizado, já que as respostas cerebrais tendem a ser mais estáveis”, explica Álvaro Dias

Ele ressalta também a existência de diversas situações em que a avaliação de preferências não pode ser realizada sem que o cérebro seja analisado em tempo real. 

“Considere, por exemplo, uma situação em que seja necessária a edição de um comercial de televisão para a produção de uma versão enxuta a ser veiculada no horário nobre: não adianta pedir para os participantes da pesquisa de marketing sinalizarem os momentos mais interessantes durante a apresentação do comercial porque a experiência estética seria quebrada e inviabilizaria a avaliação do filme como um todo. 

Assim como seria improdutivo solicitar, após o término da exposição, para eles apontarem as melhores partes, já que se sabe que nesta ocasião as pessoas tendem a escolher trechos cuja circunscrição seria mais lógica, em detrimento daqueles que efetivamente despertaram experiências afetivas mais intensas”.

Todo este entusiasmo, segundo o professor, não contraria a noção de que o campo ainda tem muito a se desenvolver. 

“Para cada situação há uma estratégia neurocientífica capaz de maximizar custos/benefícios. Conhecer a fundo isto e produzir diretrizes para melhores práticas no campo é fundamental”, complementa.

Ainda nesta linha de apontar a necessidade de novos desenvolvimentos, um aspecto importante é a importância de ir além do paradigma “localizacionista”, que associa a atividade em pontos específicos do cérebro com experiências mentais complexas. 

“Esta noção ultrapassada contrasta com a ideia de que até as mais simples atividades mentais relevantes à preferência e ao consumo dependem da ativação de redes neurais distribuídas por diversas regiões cerebrais. 

Chegará o momento em que o neuromarketing terá que se confrontar com os mesmos desafios com que se deparam os neurocientistas sociais e cognitivos, tradicionalmente preocupados com a maneira de se produzir conhecimento na área”, conclui o professor Álvaro Machado Dias.

Este futuro parece trazer inclusive um conjunto de aplicações que prometem revolucionar campos insuspeitos. Por meio do neuromarketing, por exemplo, será possível produzir desde músicas de sucesso e filmes de terror plenamente assustadores, até diretrizes para o refinamento de discursos políticos em tempo real.


Google Chrome: o o novo dono da web



A supremacia do Internet Explorer (IE) está prestes a acabar. 

Dados preliminares da consultoria StatCounter, divulgados nesta segunda-feira (21), mostram que o Chrome, o navegador criado pelo Google, conseguiu ficar um pouco à frente do browser da Microsoft em uso mundial. 

Pode ser apenas uma ultrapassagem temporária, mas uma vitória definitiva do Google será difícil de evitar. O crescimento do Chrome tem sido contínuo desde que o software foi anunciado, há três anos.


Usado por um número cada vez menor de pessoas, o Internet Explorer verá seu longo domínio virar um capítulo na história da internet. Quando o Chrome comemorar seu quarto aniversário, em setembro, já terá se transformado definitivamente no browser mais usado do planeta. A mudança vai iniciar uma nova era na web, em que a Microsoft passará para o posto de coadjuvante depois de 13 anos na liderança


Ao conquistar a maior base de internautas do mundo, a equipe do Google terá mais força para tentar definir os padrões que achar convenientes para a web, e os seus rivais precisarão se ajustar a essas regras. Rodar complexos aplicativos online ficará mais fácil e haverá mais segurança. Ao mesmo tempo, os dados de navegação da maior parte dos usuários da rede vão passar pelos servidores do Google.

O fim do reinado do IE aparece em projeções matemáticas feitas pela INFO, a partir dos números da StatCounter coletados de setembro de 2008 a fevereiro de 2012. No período, a parcela de mercado do navegador da Microsoft caiu de 67% para 36%, enquanto a do Chrome subiu de 1% para 30%. Se a tendência se mantiver, é certo que o Google chegará ao primeiro lugar em breve. O número de adeptos do Firefox, da Fundação Mozilla, tem diminuído lentamente desde novembro de 2010 e, no mês passado, ficou em 25% do total, o que o mantém na terceira posição. O Safari, da Apple, com somente 7%, avança devagar e por um bom tempo dificilmente sairá do quarto lugar.

Mas a situação começou a mudar em 2010, quando surgiram a galeria de extensões do Chrome e as versões estáveis para Mac OS X e Linux. O ritmo de adoção do browser do Google aumentou ainda mais em 2011, com a estreia da Chrome Web Store, a loja de aplicativos.

O Chrome demorou mais tempo para nascer do que desejavam Larry Page e Sergey Brin, os fundadores do Google. No início da última década, eles já defendiam a criação de um navegador, mas foram barrados por Eric Schmidt, então presidente da empresa. 

Depois de algumas tentativas, em 2006 Page e Brin montaram um time de talentos, incluindo ex-desenvolvedores do Netscape e da Fundação Mozilla, com a desculpa de que ajudariam a melhorar o Firefox e a fazer extensões do Google e de seus produtos. Foi um golpe de mestre. Com a equipe formada, criar um navegador tornou-se uma vontade do grupo. Schmidt cedeu e o Chrome surgiu dois anos depois.

Marketing de resultados - A simplicidade de uso e a velocidade do programa, presentes desde a estreia, foram fundamentais para que ganhasse terreno sobre os concorrentes. Com uma nova versão disponível a cada seis semanas desde julho de 2010, as inovações tornaram-se bem mais frequentes do que as de seus rivais.

Parte do sucesso também se deve a um investimento pesado do Google em marketing. Sempre que alguém entra no buscador pelo Internet Explorer, uma mensagem no canto superior direito sugere para o internauta baixar um “navegador mais rápido” – claro, o Chrome. A empresa apostou ainda em vídeos virais que destacam qualidades do software ou têm forte apelo emotivo.

O truque, revelado em janeiro pelo blog SEO Book, ajuda um site a subir artificialmente no ranking. Como represália, a página de download do Chrome teve rebaixado o PageRank, o índice do Google que determina a relevância em buscas.

Controle da privacidade - Não são poucos os motivos que levam o Google a querer ter o navegador mais popular do mundo. “Há muitas razões. A principal delas é que a maior parte do faturamento da empresa vem de anúncios e buscas. Tudo isso passa pelo browser. Por isso, eles precisam ter certeza de que o caminho não está sendo controlado por outra companhia”, disse a INFO David Mitchell Smith, analista do instituto de pesquisas Gartner. Líder por mais de uma década com o IE, a Microsoft é a rival a ser combatida.

Outro motivo para esse comportamento está na vontade de trazer inovações para a internet, tornando os navegadores mais versáteis. À medida que o Chrome incorpora funcionalidades, seus concorrentes também têm de se mexer e melhorar. Isso é bom para os internautas. 

Durante o longo reinado do IE 6, a web permaneceu estagnada. Com o surgimento do Firefox, mais rápido e seguro, a Microsoft foi forçada a reagir. Mas por trás do progresso trazido pelo Chrome, há o interesse comercial. “Ao transformar a web em algo mais útil para as pessoas, o Google pode mostrar mais anúncios para elas”, afirma Smith.

O Chrome envia informações para os servidores da companhia em pelo menos 15 situações, de acordo com os termos de privacidade da empresa. Não está claro se tudo isso fica armazenado remotamente, nem quanto tempo leva para ser deletado. Muito menos se apenas o browser utiliza esses dados. Quando alguém digita qualquer coisa na barra de endereços, por exemplo, o texto é mandado para o buscador-padrão, o Google, que pode autocompletar a URL ou sugerir uma pesquisa. Isso se o internauta não alterar as configurações.

Se uma pessoa usar a correção ortográfica, a transmissão também acontece. Para esclarecer esta e outras questões, INFO solicitou ao Google entrevistas com Sundar Pichai, vice-presidente sênior para o Chrome, Ben Goodger e Darin Fischer, engenheiros de software que integram a equipe de desenvolvimento do navegador. Mas o Google afirmou que seus técnicos não estavam disponíveis.

No ano passado, durante o anúncio dos resultados financeiros do primeiro trimestre, Patrick Pichette, vice-presidente sênior e diretor financeiro do Google, explicou por que o browser é importante para a empresa: “O Chrome faz a web avançar. Quando as pessoas o adotam, em vez de ficarem procurando um jeito de fazer buscas, elas têm acesso direto ao buscador do Google pela omnibox (a barra de endereços). Todo mundo que usa o Chrome torna-se dependente de nós, em relação a ter acesso ao Google”.

O investimento pesado em publicidade para promover o browser tem funcionado. Durante a mesma divulgação de resultados, Nikesh Arora, vice-presidente sênior e diretor de negócios da companhia, afirmou que 40% dos 120 milhões de usuários que aderiram ao Chrome em 2010 o fizeram por causa dos esforços de marketing. “Continuaremos a incentivar o Chrome estrategicamente, porque ele não nos traz um único benefício: causa impacto em muitos de nossos outros produtos, que funcionam como parte do Chrome. O valor de um usuário do Chrome é fenomenal”, afirmou.

Ao contrário do que ocorreu com o Netscape, que teve um fim trágico, Firefox e IE vão continuar a ser relevantes, com uma enorme base de usuários. Um dos grandes desafios do Google está em conquistar o mercado americano, ainda liderado pelo navegador da Microsoft. No Brasil, o browser do Google chegou ao topo no ano passado.

Mesmo que não atinja um grau de dominação similar ao do IE, o Chrome poderá impor novos padrões à medida que se distanciar dos competidores. Entre as mudanças defendidas pelo Google está a adoção da linguagem Dart, criada pela empresa. Ela substituiria o JavaScript para criar aplicativos.

“Tenho receio de que, com o Dart, o Google vai dividir a comunidade de desenvolvedores e fragmentar o conteúdo na web. Garanto que Apple, Microsoft, Opera e Mozilla nunca vão adicionar a linguagem a seus browsers”, escreveu Brendan Eich, criador do JavaScript e diretor de tecnologia da Mozilla Corporation, ao site Hacker News. “Então, ‘Funciona melhor no Chrome’ ou até ‘Só funciona no Chrome’ serão novas normas decretadas pelo Google."

A capacidade do Chrome de rodar aplicativos online cada vez mais complexos pode se tornar uma vantagem competitiva e forçar os outros navegadores a incorporar essa habilidade. A estreia do game From Dust, da Ubisoft, na loja de aplicativos Chrome Web Store deve ocorrer em breve.

No jogo de estratégia, o jogador assume o papel de uma entidade divina que deve salvar uma tribo. Mas o que há de especial nisso? Embora os cenários estejam em 3D, o programa roda no browser, algo impensável até pouco tempo para um jogo como esse. A equipe de desenvolvimento do Google conseguiu incorporar o Native Client ao Chrome, uma tecnologia que permite a execução de programas mais pesados.

Tudo roda no browser - A mudança abre espaço para a ideia do Google de transformar o browser em um sistema operacional. A crença de que o centro de nossas vidas será a web foi outro motivo para a criação do navegador. Sob esse ponto de vista, instalar programas é uma necessidade. A Chrome Web Store funciona como uma loja de aplicativos tradicional, com um modelo inspirado no dos smartphones. Apesar das limitações, tem dado certo. O Graphic.ly, uma plataforma online que permite comprar e ler quadrinhos, está disponível para o Chrome, mas pode ser acessada por qualquer browser.

Contra o Windows - O desdobramento desse conceito são os Chromebooks, laptops com hardware mais básico cujo sistema operacional é uma versão mais simples do Linux, capaz de rodar apenas o navegador Chrome. 

Os notebooks, que começaram a ser vendidos nos Estados Unidos em junho passado, ligam em cerca de 10 segundos, mas só aceitam aplicativos da Web Store. Além de rápidos, os computadores recebem atualizações automaticamente e usam tecnologia que os tornam mais seguros que um PC com Windows. Em contrapartida, ter uma conexão com a internet é fundamental para usar boa parte dos recursos.

A ideia do Google é competir com a Microsoft, mas, pelo menos até agora, os Chromebooks não obtiveram sucesso. Apenas quatro modelos foram produzidos, por Samsung e Acer. Isso não quer dizer que o conceito tenha fracassado. Nos Estados Unidos, a prefeitura de Orlando integra projeto-piloto com 650 laptops do Google. Os resultados têm sido bons. 

“Eles são seguros e não precisam de muita manutenção”, diz Rosa Akhtarkhavari, responsável pela TI da prefeitura de Orlando.


Google Chrome



Embora seguros, o Chrome e os Chromebooks não são invulneráveis. A empresa francesa Vupen demonstrou, em março, numa competição de hackers no Canadá, que é possível driblar um dos principais recursos de segurança do browser, o sandbox. 

“Levamos seis semanas para fazer. Queríamos mostrar que qualquer navegador pode ser comprometido se houver tempo, recursos e motivação para isso”, disse Chaouki Bekrar, presidente da Vupen. 

O sandbox funciona como uma caixa de contenção contra ameaças. Se um site perigoso é acessado, essa tecnologia impede o código malicioso de ler os dados do PC ou de se instalar no computador.

Para Bekrar, o fato de o Chrome estar prestes a se tornar o mais usado no mundo é uma boa notícia. “Como não temos visto em circulação nenhum tipo de código malicioso que se aproveite de uma vulnerabilidade do Chrome, a internet vai se tornar mais segura”, afirma. 

Mas a próxima versão do Internet Explorer, que virá com o Windows 8, promete um grau ainda maior de proteção. Pelo visto, a guerra dos browsers ainda está bem longe de terminar.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Crowdfunding: sustentando criatividade e abrindo novos negócios


Escrito por Marcelo Brandão

O modelo de financiamento colaborativo tem crescido no Brasil. Agora, não só projetos culturais fazem parte desta plataforma. 

Ensaio fotográfico nu, ativismo hacker e a criação de aplicativos para Facebook, são algumas das novidades. Mas e a nossa legislação, entende e facilita esse tipo de financiamento?

Há aproximadamente um ano, o Brasil tem acompanhado o crescimento e o interesse pelo conceito de crowdfunding, um modelo de realização (ou financiamento) colaborativa que nasceu nos EUA no início deste século. Basicamente, o crowdfunding nada mais é que uma forma de realizar projetos, no qual um grupo de pessoas com afinidades e interesse em comum, através da internet, buscam seu financiamento. 

Quem colabora, dependendo da cota, pode desfrutar de promoções e souvenires exclusivos. Os projetos são distintos, mas basicamente estão ligados a produções artísticas.

Aqui no Brasil, as plataformas e modelos de projetos colaborativos têm ajudado muitos profissionais a tirarem suas ideias do papel, antes encalhados por falta de dinheiro, ou na espera interminável de leis de incentivo do governo, cercadas de burocracias e interesses políticos, e os colocarem em prática.

Atualmente já temos cerca de 30 sites funcionando ativamente no Brasil – além de diversos outros recém-nascidos ou prestes a estrear. Segundo o site Crowdfunding Brasil, especializado no assunto, alguns deles já conseguiram arrecadar mais de R$ 600 mil em investimentos, dinheiro saído dos bolsos de 3.500 internautas. O valor é pequeno se comparado aos US$ 35 milhões arrecadados por um único site nos Estados Unidos. Lá o Kickstarter é o mais famoso, iniciou suas operações em 2001 e virou referência mundial, ajudando na realização de inúmeros projetos.

Aqui, assim como do lado de cima do Equador, uma coisa é certa: esse movimento não veio apenas de pessoas que têm um projeto interessante, e não sabem como colocá-lo em prática, mas, fundamentalmente, por profissionais e gente que entende e se relaciona muito com a internet, particularmente com o uso massivo das redes sociais. 

Essa junção de idealizadores, facilitadores e usuários contribuiu não só para a criação de projetos bem sucedidos, mas, também, para uma nova oportunidade de negócios para quem quer aproveitar melhor o uso da rede mundial de computadores.


No Brasil, o maior exemplo talvez seja o da Catarse, produtor que, com pouco mais de um ano, já produziu 185 projetos. Para Diego Reemberg, um de seus fundadores, o movimento, em breve, será visto naturalmente como hoje conhecemos as formas tradicionais de financiamento, através de governo, bancos e empresas. “Penso que devemos trabalhar por uma educação das pessoas para compreenderem o modelo. 

O que há de fragilidade nele hoje, talvez seja só um preconceito por parecer um método onde o realizador atua como se fosse um pedinte. E não é isso. O crowdfunding é sobre uma alternativa que promove trocas onde o realizador e  apoiador são beneficiados”.

A maioria dos projetos aprovados na Catarse foi de música ou audiovisual. Projetos de engajamento social e ativismo costumam dar bons resultados também, segundo Reeberg. Um bom exemplo disso é o projeto Ônibus Hacker. Nele ativistas tentam adquirir um ônibus que será modificado e trafegará pelas ruas com webcam, conexão 3G e GPS. 

O veículo servirá para concretizar os diversos projetos articulados na comunidade Transparência Hacker, além de viabilizar o acompanhamento das ações do grupo e participação à distância de quem não estiver no ônibus.

Em um levantamento recente feito pelo GLOBO, nos nove principais sites de crowdfunding do Brasil, 67,77% do total de investimentos foram para projetos artísticos, como a produção de filmes e de livros. 

Os projetos de empreendedorismo, seja para criação de empresas ou de produtos inovadores, ficaram com 28,83%. Iniciativas de cunho social levaram 3,40% dos recursos. Um recorte que exemplifica um pouco do perfil de quem aposta e trabalha com crowdfunding no país.

Despindo conceitos e pessoas


O conceito de projeto colaborativo também está se estendendo a outras esferas. Se por um lado algumas pessoas associam o crowdfunding a projetos culturais, outras começam a ter iniciativas mais ousadas. É o caso do site Nakeit, que tem um propósito muito específico de crowdfunding: pagar por um 
ensaio fotográfico nu.

A apresentadora do canal Multishow, Pietra Príncipe, é quem puxa a fila do Nakeit. O cachê dela, incluído no valor total da oferta, é de R$300 mil. Como todo site de crowdfunding, dependendo da cota que o interessado patrocinar ele ganha algum benéfico. No Nakeit os prêmios vão desde pôster autografado, vídeo personalizado, até a entrega de souvenires, feita pessoalmente pela própria modelo. No site você pode acompanhar em tempo real a arrecadação do valor e o tempo que falta para ele ser atingido.

Mas o projeto quer ir além de modelos profissionais e famosas. O conceito do Nakeit parte do princípio de que toda pessoa tem seu preço para posar nua e através de um endereço na página do site qualquer pessoa pode se candidatar e enviar sua proposta para uma análise. Há também um espaço para fotógrafos, designers e outros profissionais se candidatarem para a produção dos projetos.

Aplicativo para crowdfunding

O crowdfunding também chegou às redes sociais. O Mobilize é um aplicativo para Facebook que permite de forma gratuita transformar qualquer página do Facebook em uma campanha de crowdfunding. 

Com isso, pessoas físicas ou jurídicas podem usar o Mobilize para obterem recursos para seus projetos através de sua própria página no Facebook.

Uma vez que os dados do projeto (vídeo, fotos, descrição, recompensas, prazo e meta de arrecadação) são colocados no aplicativo, a página do Facebook transforma-se em uma campanha de crowdfunding. A partir desse momento, qualquer pessoa pode acessar a página e apoiar o projeto realizando o pagamento da contribuição dentro do próprio Facebook.

No tempo da “vaquinha”

O Vakinha.com.br é outro modelo de crowdfunding que rola na internet brasileira já há um bom tempo e com uma pegada mais simples e de valores bem baixos. Acessando o portal qualquer pessoa pode criar sua “vaquinha” e pedir a ajuda de seus amigos para os mais diversos propósitos. 

Livros, DVDs, videogames, celulares e até roteador já tiveram sua “vaquinha” criada no portal. “O serviço tem a cara do brasileiro! Afinal, quem mais no mundo faz vaquinhas para ganhar um presente ou organizar um churrasco com a galera?”, disse Guilherme Rudnitzki, em depoimento na página do site.

Outra solução do Vakinha para dar mais visibilidade ao conceito foi unir o portal com outras lojas virtuais. O serviço é conhecido como Vakinha E-Commerce. Através de um aplicativo o consumidor abre uma vaquinha no Vakinha.com.br a partir da loja interessada. 


O app pode ser facilmente integrado por qualquer e-commerce e disponibiliza uma versão gratuita para que a loja interessada possa contar com a ferramenta. Entre seus principais clientes estão, Saraiva, Fast Commerce, Que Barato e Girafa.

Sem dúvida a internet, assim como o crowdfunding, está viabilizando novas possibilidades e estratégias para negócios no Brasil. Em contrapartida, a fugacidade no comportamento do usuário e a modificação dos padrões corporativos para agirem no ambiente virtual têm desafiado empresas, marcas e investidores a conhecerem a fundo seu consumidor, suas preferências e a própria rede em si. Sem falar na questão legal, onde ainda há muito que se discutir e transformar, para que nossa legislação acompanhe tal evolução e o país aproveite melhor essa tendência.

Foco, planejamento e paixão

Neste novo cenário muitas pessoas utilizam o crowdfunding, assim como a internet e suas ferramentas, sem nenhum planejamento ou visão de mercado associadas ao comportamento do seu público na rede. O resultado é um só: simplesmente desaparecem.

Para Diego Reeberg, da Catarse, qualquer projeto pode dar certo dentro do modelo de crowdfunding, basta ter, paixão, planejamento e rede. “É mais uma questão do realizador do projeto ser apaixonado pela sua iniciativa, planejar bem sua campanha, comunicá-la bem quando ela estiver no ar e já ter uma rede bem articulada, do que segmento em si”.

Já vemos uma grande parcela de internautas e empreendedores, nativos do mundo web, fomentar iniciativas e fazer negócios na web com agilidade e sucesso. Isso não é algo novo. “A rede vai cada vez mais abraçar novas iniciativas. É um mundo com possibilidades aos montes”, afirma Reeberg.

O diferencial, talvez repouse na capacidade de atuar de maneira muito mais ampla, sem a restrição geográfica de muitos negócios offline. Segundo Reeberg, a Catarse, por exemplo, já recebeu projetos de mais de 20 estados do país. “Para um negócio iniciante, com poucos recursos, seria impossível conversar com todas essas pessoas se não fosse pelo mundo online. Pensando nisto, o custo reduzido de se começar um negócio online também é outro grande atrativo”, complementa.

E para aqueles que ainda duvidam do potencial da internet para novos negócios e olham suas iniciativas com certo ceticismo, realizadas por empreendedores de nível amador, Reeberg tem uma resposta na ponta da língua. “Não sei se eu enxergo entraves pelo fato de um negócio ser baseado na internet. Talvez o maior entrave seja o empreendedor que acha que o mundo virtual é uma porta fácil”.

Mas e a nossa legislação, facilita e entende tudo isso? Continue lendo.
Os principais sites de crowdfunding no Brasil:
Ativa Aí - www.ativaai.com.brBenfeitoria - www.benfeitoria.com.br
mar. 2011 - voltado a entretenimento, shows e eventosmar.2011 - realização coletiva de projetos, sem cobrança de comissão
Catarse - www.catarse.meComeça Aqui - www.comecaki.com.br
jan.2011 - primeira plataforma de financiamento colaborativo de projetos criativos do Brasiljul.2011 - meio ambiente, esportes, social, pessoal, etc.
Cultivo.cc - www.cultivo.ccEmbolacha - www.embolacha.com.br
dez.2011 - projetos com incentivos da Lei Rouanet, Lei do Esporte, etc.mai. 2011 - para músicos, artistas, público e fãs
Despindo - www.despindo.com.brIncentivador - www.incentivador.com.br
mar. 2012 - crowdfunding e compras coletivas para fotos de mulher peladanov.2010 - projetos de cinema, livros, teatro, etc
Lets.bt - www.lets.btMinimecenas - www.minimecenas.com.br
set. 2011 - apoio a projetos sociais, ambientais, educacionais, esportivos, culturais, etc.set.2011 - mesada para artistas
Mob Social - www.mobsocial.com.brMobilize - facebook.com/mobilizecf/
mar.2011 - mobilizações para shows de músicaabr. 2012 - crowdfunding no Facebook
Motiva.me - www.motiva.meMovere.me - movere.me
fev. a abr.2011, alegava ser a plataforma mais completa de crowdfunding no Brasilmar. 2011 - financiamento coletivo
Multidão - www.multidao.art.brNake it - www.nakeit.com
fev. a set.2011 - produção cultural colaborativa, uniu com Catarsefev.2012 - crowdfunding para fotos de mulher pelada
Nexmo - www.nexmo.com.brQueremos - www.queremos.com.br
fev.2012 - financiamento para shows e eventos pré-selecionadosset.2010 - financiamento coletivo de shows internacionais de música
Senso Incomum - www.sensoincomum.com.brSibite - www.sibite.com.br
jan.2011 a nov.2011, crowdfunding para causas inclusivas, juntou-se a Itsnoon.netset.2011 - projetos pré-selecionados por uma curadoria
Vamos Agir - www.vamosagir.comVamos Trazer - www.vamostrazer.com.br
set.2011 mudou o nome para Lets.btset.2011 - crowd demanding sem pagamento, demanda coletiva de eventos e artistas
Fonte: wagnertamanaha.blogspot – março de 2012

44% dos internautas dependem das redes sociais para manter amizades



Amigo da web













Nesta quinta-feira, 17, é celebrado o Dia Mundial da Internet e a Norton, da Symantec, divulgou um estudo que mostra como as pessoas atuam na rede no Brasil.

O brasileiro passa em média 30 horas semanais conectados, número superior ao global, que é de 24 horas, segundo dados do Norton Cybercrime Report 2011

Paralelamente, 39% dos entrevistados no País diz que precisa da internet para realizar as suas atividades diárias e 44% perderiam o contato com os seus amigos sem as redes sociais, ou seja, utilizam a internet para manter e resgatar seus contatos.

Somado a este contexto, a popularização dos celulares e tablets também contribui para a amplitude do acesso e compartilhamento dos conteúdos online. 

O Brasil já ultrapassou a barreira de 250 milhões de aparelhos móveis, isto é, em média, cada brasileiro possui mais de 1 equipamento. E, assim, como a internet está em qualquer lugar, as ameaças virtuais também estão por toda a parte e de diversas formas. 

A mais comum é o roubo de dados pessoais, com 28%, seguida pelo mapeamento/rastreamento do usuário, com 25%, segundo o último estudo da Symantec Internet Security Threat Report.

O número de armadilhas móveis difundidas por hackers aumentou drasticamente em um ano: de 163, em 2010, para 315, em 2011. 

Porém, diante destas incursões maliciosas, apenas 14% dos aparelhos estão imunizados com aplicativos de segurança, sendo que 36% dos usuários de plataforma móveis acessam à internet pelo aparelho, ou seja, mais suscetíveis aos perigos virtuais.

“A internet abriu possibilidades para que as pessoas se mantenham informadas e conectada, além de facilitar o dia a dia. 

Porém, infelizmente, também abriu precedentes para que cybercriminosos atuem de formas variadas com a finalidade de roubar dados, senhas, documentos e fotos”, ressalta a especialista em comportamento digital da Norton, Juliana Nemer.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Google explica como é o trajeto dos e-mails



Pra onde vai o seu e-mail?
FOTO: Reprodução













"Story of Send" é uma animação interativa criada pelo Google que conta a história do trajeto do seu e-mail uma vez que é enviado. 

O site explica passo a passo todos os processos e caminhos que a sua mensagem percorre até chegar ao destino. 

A criação faz parte do "Google Green", por meio do qual a empresa divulga seus projetos e produtos sustentáveis. 

"Nossos centros de dados são alguns dos mais eficientes do mundo, usando 50% menos energia que os centros comuns," afirma a mensagem. 

"Quando podemos, compramos energia verde de fazendas eólicas localizadas perto dos nossos centros de dados (...). 

Além de investir em outros projetos, o que nos ajuda a diminuir o nosso impacto sobre o meio ambiente", explica o Google.

As informações são do Mashable.

Redação Adnews


Inovação e eficiência desafiam as empresas brasileiras

Convergência Digital - Cobertura Especial CeBIT 2012 


Os avanços da Tecnologia da Informação impõem a reinvenção dos modelos de negócios das corporações brasileiras.

Tendências como computação na nuvem, mobilidade, big data e análise de informação exigem novas frentes de trabalho e uma postura mais arrojada dos executivos, destacou o CTO da IBM Brasil, José Carlos Duarte, que realizou a abertura da BITS 2012, em Porto Alegre, ontem (terça-feira, 15/05), em Porto Alegre.

Durante a sua apresentação, o executivo enumerou que, hoje, tendências tecnológicas movimentam o mercado.

São elas: computação na nuvem, virtualização, social business, mobilidade, big data, analytics, IBM Watson, interação homem/computador, sustentabilidade;TI verde e consumerização de TI. 

Duarte assumiu que a TI está em mutação e o CIO precisa se adequar aos novos tempos. "Não adianta proibir o uso de dispositivos pessoais no dia-a-dia da empresa. É preciso se criar políticas para se beneficiar desse momento", destaca o CTO da IBM Brasil.

Também falou da necessidade de as empresas adotarem as mídias sociais como ferramentas de negócios lembrando a agência bancária criada pelo Bradesco, no Facebook, e o uso da computação na nuvem pelo Banco Santander.

E deu um conselho aos empresários nacionais: Fiquem atentos aos movimentos dos seus rivais. No caso da informação, uma dica: Trate bem o seu dado. Ele é o seu diferencial competitivo. Assista a entrevista exclusiva de José Carlos Duarte à CDTV, do Convergência Digital, concedida durante a BITS 2012.



Fonte: Convergência Digital/Uol

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Estratégias de Marca Pessoal nas Mídias Sociais

Este artigo irá mostrar algumas estratégias de marketing e de marca pessoal redes sociais e outros canais de mídia social, pois muitas vezes me fazem perguntas sobre este tema em minha conta no Twitter.


Um blog é um importante veículo de comunicação, disseminação de informação e interatividade, nesta perspectiva a postura pessoal de cada blogueiro bem como um bom relacionamento interpessoal é essencial para que a pessoa consiga transmitir suas ideias e seja bem aceito no meio. 

Existem algumas coisas que você pode fazer para se tornar mais atuante, mais interativo e ter uma imagem mais positiva na blogosfera.

Marketing Pessoal é um conjunto de estratégias para aumentar a consciência da marca pessoal, ou seja, uma pessoa.

A marca pessoal, ou chamado de Personal Branding, é considerar a pessoa como uma marca. A marca pessoal deve ser criada, comunicada e propagada, a fim de diferenciar com relação a outras pessoas, que irão alcançar maior sucesso nas relações sociais e profissionais.

O processo de Marketing Pessoal pode ser dito como “saber vender” e seu desenvolvimento requer o uso de técnicas semelhantes às de qualquer processo de marketing e vendas de produto.

O Marketing Pessoal sempre foi muito utilizado por celebridades, escritores de livros, políticos. Mas graças a redes sociais e outros canais de mídia social, você e eu podemos fazer.

Os principais benefícios de Marketing e Marca Pessoal são:

Mostrar transparência, honestidade, autenticidade, coerência e integridade.
Confiança.
Gerar uma impressão positiva.
Disseminar o conhecimento e habilidades.
Criar prestígio e reconhecimento.
Gerar posição como influenciador.
Faça a diferença em comparação com seus outros profissionais.
Oportunidades que os outros não percebem.
Efetiva transferência de nossos interesses.

Considere os passos necessários para uma Estratégia de Marketing Pessoal:

É importante conhecer a si mesmo, por isso eu recomendo o seguinte:

Identifique sua paixão. Paixão é fundamental para o processo de marketing pessoal e como irá ajudá-los a ter sucesso no processo. Para isso, é essencial que o tema escolhido para o seu blog seja algo que você goste.

Pergunte a si mesmo estas perguntas: Quem é? O que você pode fazer? O que você faz melhor? O que tem a oferecer? Quais são seus valores pessoais, como a comunicação?

Você deve selecionar o nome que você está indo para o trabalho. Algumas recomendações para este nome são:

Curto o quanto possível.

A leitura deve ser anexada facilmente ao seu nome.

Evite abreviações não usuais.

Para verificar a disponibilidade de usernames recomendo a ferramenta: Namecheckr.com

Se o nome estiver ocupado em alguns canais podem fazer uma pequena alteração do nome para esses canais.
Chances de aparecer no Google por determinadas pesquisas ou quando pesquisarem o seu nome.

Eu sugiro a criação do nome do blog com o nome selecionado na seção anterior. Um aspecto fundamental do blog é criar um conteúdo de valor agregado para o seu público-alvo e mantê-lo amigável para os mecanismos de busca. 

Eu recomendo evitar artigos superficiais, que podem criar expectativas que não podem ser cumpridas.

Algumas sugestões para um blog estruturado:

Integre o seu blog com plataformas de mídia social através de widgets, ícones e outros;

Deixe comentários em outros blogs e respostas aos comentários que você recebe em seu próprio blog;

Adicione um botão para o seu Twitter permitindo aos visitantes segui-lo com um único clique;

Adicione botões Facebook “Share” e “Like” para que as pessoas possam compartilhar facilmente o conteúdo de seu blog no Facebook;

Adicionar o botão +1 do Google para ganhar links follow dos usuários.

É recomendável que você dê sua opinião a respeito de algum assunto que aparece na sua timeline, responda os seus seguidores quando eles te mandam algum tweet, agradeça pelos #FF recebidos, agradeça pelos RTs que dão nos seus links, enfim, não vá ao Twitter só pra ler e divulgar links, socialize-se, mostre-se, fale de você, o que você pensa, suas opiniões e impressões a respeito da vida em sociedade, deixe que as pessoas te conheçam, interaja!

Eu recomendo tendo em conta o seguinte:

Crie sua página do Facebook. Esta será a principal ferramenta no Facebook e que é pública e tem uma grande capacidade de se espalhar;

Adicione o URL do seu blog para sua página do Facebook;

Faça um desenho de sua página do Facebook de acordo com o seu blog e conta no Twitter;

Escreva pelo menos 3 publicações;

Responda a todos os comentários;

Preencha todas as informações de sua página;

Integre sua página no Facebook com o Twitter, Youtube e outras redes sociais através de abas.

Sugiro tendo em conta os seguintes aspectos do Linkedin:

Criar ou atualizar seu perfil do Linkedin para descrever com precisão o que você faz para o seu público. Isto pode ajudar os seus visitantes a ver rapidamente o seu perfil e saber que você tem a oferecer.
Faça um desenho de sua conta no Linkedin coerente com o seu blog e outra conta de mídia social.
Integre sua conta do Linkedin com sua conta do Twitter.
Adicione um link para seu site, blog, seu perfil do Linkedin.
Adicione um link para seus outros perfis de redes sociais, incluindo Facebook.
Criar um grupo relevante para o seu nicho.
Responda às perguntas de outros membros da comunidade Linkedin.
Faça perguntas para a sua comunidade Linkedin.
Siga suas empresas favoritas.

Sugiro tendo em conta o seguinte no Youtube:

Criar um fundo personalizado no Youtube com as informações chave sobre você.
Inscrever-se para outros canais do Youtube do mesmo nicho.
Crie vídeos que incluem conteúdo de valor agregado.
Inclua o URL do seu blog no título e descrição do vídeo.
Adicione tags/palavras-chaves relevantes ao seu público, conteúdo e nicho.
Crie listas de favoritos e conteúdo relacionado a seus objetivos de negócios para organizar melhor seus vídeos.

Sugiro tendo em conta o seguinte:

O Google + é GOOGLE seu conteúdo será indexado mais rapidamente
Maiores chances do conteúdo postado aparecer nos resultados de pesquisa
Graças ao botão ‘+1′, os usuários podem classificar conteúdos que podem ser do maior interesse, que por sua vez afetam os resultados do mecanismo de busca.

Enfim, este assunto permite mais desenvolvimento, mas vou ficar só com estes itens porque acredito que sejam os mais importantes para refletirmos. Tentei mostrar para vocês que muito do que fazemos nas mídias sociais reflete no que somos nela, não adianta querer que os outros tenham uma boa impressão nossa se não cuidamos da nossa imagem.